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Os 20 milhões da Malveira

Ai, meus riquinhos, que tinha de escrever sobre esta novela azeiteira que está a acontecer na nossa caixinha mágica. Há pouco mais de um ano, a nossa Tininha da Malveira trocava a TVI pela SIC numa contratação mágica feita pela porta dos fundos sem os antigos donos toparem. A Tininha até comparou a contratação dela com a morte da princesa Diana. L.O.L. Foi o escândalo do ano em que a própria Tininha afirmou que não sabia quanto ia ganhar na SIC. Que ia apenas por ter a paixão pela televisão.  Exacto! [eu a revirar os olhos até ao teto]

Fez uma entrevista toda pomposa para a revista “Cristina”, com choro, baba, ranho e palavras de amor e nhec, nhec. Uma produção pirosa com o Manelito e o Pedrito todos de branco, que quase parecia a passagem de ano em Copa Cabana. Seguiu-se a entrevista no telejornal, fotos com o Daniel Oliveira todo glorioso da contratação feita (mal ele sabia onde se ia meter), a chegada da Tininha aos bastidores da SIC, tudo numa festa de estilo entrega de Óscares em Hollywood. Uma coisa de pompa e circunstância ao mais alto nível de azeitisse neste país.

Dá-se mais valor a assinaturas de contrato em televisão do que assuntos mais sérios, mas, bom, adiante… Foi uma festa televisiva, noticias em tudo o que era plataforma, em que só me apetecia espetar um palito nos olhos.

A TVI sangrava de raiva pela perda inestimável e a SIC esfregava as mãos como o Tio Patinhas. O Ti’ Balsemão meio pensativo, pois já pensava nos euros que ia perder para pagar àquela mulher, mas sempre com a certeza futura de reaver o investimento. A TVI que sempre se mostrava como uma campeã olímpica da televisão, começou a entrar numa esfera de decadência e, para os mais atentos (EU), isso não passou despercebido.

Era invenção de programas a torto e a direito, era tentativas falhas de chegar perto da Tininha, mas nada. A moça da Malveira estava a conquistar o lugar nas manhãs. Grande azar para o Goucha que começou a “levar nas orelhas” quase ao ponto de o homem querer ir para a reforma mais cedo. Vão buscar a Maria ao Porto e fazem a dupla “Manel & Maria”. Top, nome azeiteiro para o país que temos, mas não o suficiente para convencer os telespectadores a mudarem para o quarto canal .

A Tininha teve tudo o que ela quis: atenção, atenção, holofotes, atenção e uma “casa” montada no valor de quase meio milhão de euros. Ah! E atenção, mais uma vez. Tinha o programa que ela sempre quis, segundo a própria, mas ainda assim faltava ali um Danoninho para a mulher se sentir satisfeita. Gente de muito “alimento” não vai de qualquer maneira.

A TVI até aqui, sempre a tentar sair do lodo em que estava enterrada, desiste. Notou-se mesmo um atirar da toalha ao chão, mas, antes desta queda, a TVI fez a jogada final: “roubou” o Cláudio Ramos à SIC. O homem sem contrato fixo há anos, a ganhar uma miséria e ter a mesma visibilidade de um abacate no supermercado, nem pensou duas vezes e “ala” que se faz tarde. Fez as malinhas e foi para o projeto da vida dele: apresentar o Big Brother. Merecido, diga-se de passagem. A Tininha que precisa de ter sempre uma bengala de apoio, porque sozinha já se percebeu que não se safa, colou-se ao Ben, marido da Rita Ferro Rodrigues, que, se eu fosse a ela, já começava a abrir a pestana.

E aqui começam as postas a serem mandadas de forma escondida, como os putos que roubam gomas nas lojas. A Tininha tremeu sem o seu vizinho preferido. Vizinho esse, de minha opinião, que impulsionou muito o programa da Tina. Começa o “aí, meu Deus, o que vamos fazer?” A Tininha dá uma descasca descomunal ao Daniel Oliveira por ter deixado fugir o ovinho “d’ouro” dela e o Dany que não gosta que lhe digam o que tem de fazer, começa a torcer o nariz com a “princesa financeira” dos olhos dele. E a coisa começa a azedar.

O Big Brother começa a ganhar lugar aos domingos contra os agricultores e começamos a sentir a guerra fria entre os canais.

[Só um aparte, os restantes canais andam ali a navegar na maionese sem saber o que anda a acontecer.]

E nisto, sem esperarmos, o BOOM acontece! A Tininha regressa à TVI.

Um dia espetacular para o jornalismo, que tem imensos títulos para inventar, notícias para falar, um dia de ouro para esta gente! “Oh, meu Deus, o que aconteceu aqui?” Primeiro a moça faz o papel ridículo ao mudar de “casa” e agora faz esta revolta? Sempre ouvi dizer que o bom filho à casa retorna, mas esta não é boa filha, porque vai sugar a TVI até ao tutano.

Tudo bem que a Tininha queira poder, mas que não faça aquele papel de menina humilde, a dizer que não ia saber quanto ia ganhar e que aceitou logo a proposta por paixão. Moça, até eu que sou pobre tenho sede de dinheiro e poder e jamais aceitava uma proposta sem saber muito bem as condições. O Dany é que foi esperto, disse-lhe que ia fazer uma coisa e mandou-a fazer outra.

A isto tudo, meus amigos, chama-se Marketing! Forma de se ser falado e conhecido. Simples.

Posto isto, a Tina despediu-se indiretamente do programa e os telespetadores que vivem disso, sentiram-se ultrajados por a Tininha não se ter despedido deles. “Oh, que pena.” Fossem esses todos os meus problemas.

A Tininha regressa, então, à casa-mãe como, acionista, Diretora de Programas e Entretenimento ou lá o que é isso e mais uns cargos pomposos para justificarem os 2 milhões que vai ganhar por ano. A isto se chama vingança, amigos. A moça, quando começou ali ganhava 500 paus e agora vejam lá quanto ganha.

Nisto, a SIC decide rematar e espeta-lhe uma indemnização de 20,2 milhões por incumprimento do contrato e com 15 dias de prazo para pagamento. Milionária como está, a mulher do momento decide não pagar e vai recorrer a tribunal. Diz que um canal não se deve reger apenas por uma pessoa e que lhe foram prometidas coisas no contrato que não foram cumpridas. [Olhem aqui os podres todos a virem ao de cima] Aqui ela até respondeu bem, mas depois volta-se a enterrar, quando a SIC ganha audiências mesmo com a saída dela e o Daniel festeja, e ela responde: “Eu ainda não apareci na TV”. Pois, afinal a TVI sempre dependeu de uma cara para fazer canal.

A “rainha” do momento faz o que quer, manda o que quer, muda programas, muda tudo e, como é obvio, marcou o regresso dela na revista. Fotos dela na capa como Mulher-Maravilha, Elsa do “Frozen”, Mulher Incrível e uma figura qualquer da “Guerra das Estrelas”. Eh pá, pessoal, isto para mim já é o ridículo. Adoro quando pensam que estão a demonstrar todo o poder, mas só estão mesmo a fazer figuras tristes.

A mim custa-me que se use o facto de ela ser mulher e fazer isto e dizer que está só a ser criticada por ser mulher e que não tem tomates, mas tem mamas e vagina. Por muito dinheiro e fama que se tenha, nada compra a falta de noção. O dinheiro fala sempre mais alto e é ridículo ver um canal a rebaixar-se desta forma a uma pessoa que lhe virou as costas e os deixou sem chão, mas, na vida, é isto que temos. O dinheiro fala sempre mais alto. Pagam-se milhões por ano a apresentadores e depois os jornalistas ganham pouco mais que o ordenado mínimo.

Bom, no meio disto tudo, vamos rindo desta palhaçada a pensar que estão a fazer boa figura, mas até os miúdos da pré-primária fazem melhor.

 

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