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Bem-Estar

O amor (próprio?)

Lado a lado com a saúde está o amor. No seu grau de importância na vida. Depois de se conhecer o que é, viver em amor é a única opção, é a minha única opção.

Respeitar o outro, na sua essência, na sua diferença, sem preconceitos, é amor. Respeitar o outro tendo a empatia suficiente para “calçar o seu sapato”, é amor. Sempre que há respeito, amor. Quando há desrespeito uma, duas, três vezes… continuadamente… é desumano. Desumano por quem o faz. Desumano por quem se permite. Desumanidade nunca é amor.

Quanto a mim, claro que, nem sempre fui respeitadora do outro… Nem sempre tratei ou respeitei as pessoas como mereciam. Deixei levar-me pelo Ego, pela insensatez da idade… Mas serviu isso e outras tantas vivências, para afirmar perentoriamente que jamais o voltarei a fazer. Nunca de forma consciente e em plena lucidez. Também nem sempre me respeitei a mim. Aliás, o respeito por mim própria ainda é e tem de ser um exercício diário.

Viver em amor é sermos, dia após dia, sinceros e honestos. Acima de tudo, connosco próprios e, depois, com os outros. É estar em paz todos os dias porque sabemos que demos tudo de nós, que fizemos todos os esforços mas que, infelizmente, nem sempre conseguimos alcançar tudo o que desejamos. É aceitar o que a vida nos dá sem revoltas nem zangas.

Viver em amor é também exigir do outro o respeito continuo. É exigir do outro a honestidade. Dizer basta é um profundo ato de amor. Por nós próprios. E isto, tanto se aplica no trabalho, nas relações pessoais ou em todas as outras áreas da vida. infelizmente e, porque está na essência humana, o outro tende sempre a “esticar a corda”, a ir sempre um bocadinho mais além do que aquilo que por nós foi limitado. Cabe-nos a nós, impor os limites.

Também fui percebendo, ao longo do tempo, que cada pessoa faz o melhor que sabe e pode. Em relação a si. Em relação aos outros. Temos de aceitar isso. É o que nos resta. Ou isso ou o conflito. Aceitar e ser capaz de perceber que todos têm as suas motivações para fazerem como fazem, para girem como agem, para serem como são, mesmo quando tudo isso está para lá da nossa compreensão. Posso não compreender mas aceito que assim é. Aceito que ao longo da vida passarão por mim pessoas menos boas, com caracter duvidoso… Se vou permanecer com elas como minhas pessoas? Absolutamente que não! Evitar que se cruzem no meu caminho? Não posso. É aceitar que são assim porque são, dar-lhes passagem para seguirem o seu caminho na esperança que, nunca mais, tropecem no meu.

Aceitar é ganhar paz interior.

Ter paz é aquele respirar fundo (que vem da alma) que tão bem sabe porque todos os dias deitamos a cabeça na almofada e sabemos que fizemos tudo para continuarmos a ser boas pessoas, que fizemos tudo em prol do nosso bem-estar, que nunca negamos o amor e que o fazemos, todos os dias e de forma genuína,  a bandeira da nossa vida, que ajudámos sempre e sempre quem nos pediu apoio e auxilio mas que não está, de todo, ao nosso alcance mudar as pessoas. Tentar mudar pessoas é um trabalho árduo, capaz de nos levar à exaustão. Porque, são elas que têm de se mudar por si próprias. Mas, acima de tudo, ter paz é saber que a cada dia o amor nunca, mas nunca ficou por dizer.

“Amar é dar a alguém a paz que o Mundo tira”. Hoje EU escolho ser este “alguém. E tu? Quando te propões a ser o teu “alguém” todos os dias?

Ana Ferreira

Nasci nos anos 80 na minha maravilhosa cidade que é Lisboa. Cresci com o valor do trabalho muito presente na minha vida e é de lá que tiro grande parte da minha realização pessoal. Acredito que a vida só faz sentido se nos regermos por uma busca incessante pela felicidade. Acredito no amor como a base fundamental da vida. Sou obstinada e determinada e raramente desisto dos meus objetivos.

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