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O amor na atualidade

Será que existe a relação ideal?

“Romeu e Julieta” talvez seja o mais famoso dos casais que protagonizaram as mais belas e trágicas histórias de amor. Não são os únicos.

“Tristão e Isolda”, “Bonnie e Clyde”, “Páris e Helena de Tróia”, “Shah Jahan & Mumtaz Mahal”, entre milhares de outros reais ou personagens das grandes obras da Literatura Mundial são pares românticos que, umas vezes mais outras menos, nos inspiram para o ideal romântico.

Escusado será dizer que nenhum grande amor acaba bem, ou não houvesse o assombro da morte que pesa em qualquer história, seja de amor ou não.

Uma história de amor nunca é uma história fácil.

O amor é inspirador e é real para algumas pessoas, para outras não é sequer uma questão (até ao dia em que se cruzem por acidente com um tal de Cupido que gosta de disparar as suas setas um tanto ou quanto ao calhas).

A maneira de viver o amor é diferente de acordo com as pessoas que o vivem e, raramente, é igual ao do par ao lado. Esta diferença assenta na maneira de ser dos seus intervenientes (feitios), nas suas crenças, nos seus valores e nos exemplos que os rodeiam.

Não que seja uma regra, mas filhos de pais divorciados, por exemplo, tendem a não dar assim tanto valor ao casamento como um compromisso para a vida ou mesmo a relativizar a monogamia.

Claro que, no que diz respeito aos humanos, não existem regras, nem sequer modelos perfeitos. O modelo perfeito é aquele em que duas pessoas (ou mais, nos casos de poligamia) estejam em acordo e consigam uma relação satisfatória para ambos.

Há quem consiga casamentos eternos, que duram uma vida, baseados no amor e no respeito de parte a parte e há quem some relações atrás de relações, com a maior naturalidade.

Seja como for, “um amor para a vida toda” está cada vez mais em desuso, pela incapacidade cada vez maior de amar incondicionalmente alguém acima do seu próprio umbigo. Os jovens atualmente saem de casa dos pais mais velhos (sem que isto seja sinónimo de mais maduros) e trazem consigo uma falsa ideia de que são o centro do mundo. O culto do “eu” é disseminado e, exageradamente, os jovens são incutidos a porem-se à frente de tudo e todos. Duas pessoas, por muito apaixonadas que estejam se viverem em função do seu próprio eu, jamais conseguirão dar ao outro, aquilo que até podem procurar para si. Claro que não funciona. Duas pessoas “a puxar a brasa à sua sardinha” e deixar a sardinha do outro crua jamais alimentarão aquilo que é suposto ser uma relação de reciprocidade, de compromisso, de respeito pela essência do outro.

Apesar de alguns apaixonados falarem por aí que são um só, a verdade é que uma relação deve ser construída em alicerces de amor puro e o amor puro é composto por uma série de valores entre os quais está o respeito pelo outro.

Dois seres distintos que coexistem numa relação. E o respeito pelo outro é dar espaço ao outro para ser o que bem quiser e estar lá incondicionalmente para o bem e para o mal, em todas as ocasiões.

Mas isto só é exequível e verdadeiro se for recíproco. No momento, em que uma das partes se julga com mais direitos em detrimento do outro, mesmo que a outra parte esteja disposta a tudo, o castelo de cartas desmorona-se.

Começa a ser um jogo viciado. A parte que vai ficando anulada, começa a ressentir a falta da reciprocidade e, mesmo por um grande amor, começa a instalar-se o desconforto, a incompreensão, a depressão, o cansaço e, invariavelmente, a frustração.

Existem milhares de circunstâncias na vivência de um casal e no momento em que um deles deixa de pensar num “nós” para proveito de um “eu”, começa a relação a ficar minada e altamente instável.

E apesar de funcionar muito bem em poesia é impossível um só “amar pelos dois” e conseguir levar a cabo uma relação satisfatória e saudável.

Com isto tudo não quero dizer, nem insinuar, que não há relações perfeitas em que duas pessoas funcionem como uma só e consigam o pleno. Há. Conheço algumas. Outras sei que são encenadas. E outras não chegam sequer a fazer jus ao nome ” relação amorosa”.

No amor é como tudo na vida. Há de tudo.

Não existem receitas mágicas e são as pessoas que definem para si e para quem amam o que acham correcto.

Às vezes sai o brinde, às vezes a fava.

Ana Marta

Ana Marta, nascida em Sintra a 22 de Abril de 1971 e mãe de 3 filhos, desde cedo revelou o seu interesse pela escrita e pela Literatura, começando por escrever pequenos poemas durante a adolescência, época em que estudava Literatura Portuguesa. Ávida leitora desde que aprendeu a ler, sempre consumiu livros dos mais variados géneros literários e escrevia, em diários, textos sobre o que o seu coração sentia. Algumas décadas mais tarde, viria a publicar num blogue intitulado "Inexplicavelmente", textos da sua autoria e que, mais tarde, atraíram milhares de seguidores na sua página de Facebook, atualmente "ANA MARTA". Em 2020, lança o seu primeiro livro "Inexplicavelmente".

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