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Televisão

Mr. Miyagi, Daniel-San e os Cobra Kai

por Andreia Ferreira

*Spoiler alert*

Quem é que se lembra do Mr. Miyagi, um herói dos anos 80, um velhinho japonês que respirava serenidade e que travou amizade com um rapazinho solitário, Daniel Larusso, que se tinha mudado há pouco tempo com a mãe? O Mr. Miyagi foi uma lenda do seu tempo e tornou-se o Sensei da “lenda” que é agora um dos protagonistas da série que vos trago: Cobra Kai.

Cobra Kai traz-nos de volta o Karaté e a memória de um dos mais icónicos filmes que influenciaram uma geração: “Karaté Kid – Momento da Verdade”.

Aquele que era conhecido como Daniel-San (Ralph Macchio) e o seu rival Johny (William Zabka) continuam a trilogia do Karaté Kid 30 e poucos anos depois, ambos mantendo as suas personagens iniciais.

A série tem, por agora, duas temporadas e está disponível na Netflix.

As rivalidades entre os dois continua, embora cada um tenha seguido o seu caminho. Nem a paternidade e/ou a suposta a maturidade de homens adultos os demove. Daniel tornou-se um importante vendedor de automóveis, com uma boa família (não, não é a antiga namorada Ali Mills), enquanto Johny, como se previa, não é um homem de grande sucesso pessoal ou profissional e, por isso, farto de tantos fracassos, decide trazer a ideia dos Cobra Kai de volta. A intenção de Johny é boa: agora quer ajudar os adolescentes vítimas de bullying a defenderem-se, mas e infelizmente ele só sabe ensinar o que lhe ensinaram.

Por outro lado, Daniel, irritado com a volta dos Cobra Kai, tenta reavivar o Dojo do Mr. Myagui, o que lhe trás inúmeras recordações. Sem saber, torna o filho do seu “arqui-inimigo” seu aluno e a rivalidade entre os dois intensificam-se. Há um momento em que ambos os protagonistas tentam serenar as coisas, mas com a adolescência na flor de idade do seus pupilos, fica um pouco difícil dominar as hormonas do crescimento e a necessidade de impor prevalece. O conteúdo de ambas as temporadas é suficiente para umas quantas horas de lutas e de muita agitação mas o que piora tudo é mesmo o retorno do antigo Sensei de Johny, John Kreese (Martin Kove), sim esse mesmo, o que no filme incentivou o Johny a dar cabo do joelho do Daniel – San.

Pessoalmente creio que a personalidade de ambos os protagonistas foi alterada um pouco. Por um lado, é bom, porque dá-nos alguma profundidade nas personagens, enquanto espectadora consigo entender que não há só o bem e o mal, o que existem são más decisões em prol das “boas” intenções que se tem. Contudo, por outro, não existem lados bem definidos, as escolhas não são fáceis.

A segunda temporada acaba com o um dos melhores miúdos entre a vida e a morte… e com o Johny a perceber que foi mais uma vez enganado. Pronto contei, mas vejam a série porque para além de reavivar os anos 80, tem bonitas homenagens ao Senhor Miyagui, o vizinho/professor/avô que muitos da geração de 80 gostaria de ter.

Andreia Ferreira

Sou inspirada pelo mundo. Tenho a forte crença que tudo acontece no momento certo, que o mestre aparece quando o aluno está preparado e que por detrás de cada contrariedade há sempre uma oportunidade para aprender alguma coisa. A sincronização do universo é das coisas que mais me fascina por isso, estejam atentos ao que o universo vos leva.

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