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A Noite de todas as Almas (A Discovery of Witches) – Review

“A Noite de todas as Almas” (A Discovery of Witches) é uma série britânica sobre o mundo do sobrenatural. Em Portugal é transmitida em exclusivo pela HBO, e é inspirada na trilogia de Deborah Herkness.

Por cá, já estão disponíveis as duas primeiras temporadas. A terceira temporada que infelizmente é a última, ainda não tem data de estreia. A única informação que sabemos é que só vai estrear no ano de 2022, apesar das filmagens já terem terminado.

Ah! Antes de continuarmos, fica aqui o aviso do costume *CONTÉM MUITOS SPOILERS* se vais continuar a ler, é por tua conta em risco. Depois não me culpes por ser spoiler.

Vamos a isto!

Bruxas, vampiros, demónios e humanos, todo um mundo fantástico. Temos isto tudo e uma história de amor entre uma bruxa e um vampiro, que, pois, está claro é totalmente proibida e ambos vão ter de ser bem fortes, pois a luta vai ser gigante. Vai ser contra tudo e contra todos, literalmente. O chefão do conventículo vai tentar de tudo para que todas as espécies se unam para separar Diana e Matthew, mas até ver não há qualquer sucesso.

 “O conventículo proíbe relacionamentos entres espécies.”

A historiadora, alquimista, e também a última bruxa do clã Bishop, que nega a sua hereditariedade, é Diana Bishop (Teresa Palmer). Para seu azar, a magia parece saber que ela é a bruxa mais poderosa de todos os tempos e teima em manifestar-se constantemente no seu dia-a-dia. Então, tudo começa numa tarde do final do mês de setembro na Biblioteca Bodleana da Universidade de Oxford, em que Diana está a fazer a sua pesquisa para apresentar a tese em alquimia e requisita uma pilha de livros onde se encontra o Ashmole 782, um manuscrito de alquimia, com mais de um cento de anos, e desaparecido há muito, muito tempo, mas que misteriosamente aparece somente nessa tarde e parece que o livro só responde perante a nossa protagonista. Misteriosamente aparece o nosso vampiro na sua frente, e é aí que começa a sua aventura. A partir dessa tarde a sua vida dá uma reviravolta. Oh! E que bela reviravolta.

Pois bem, o nosso vampiro, com mil e quinhentos anos de idade, é Matthew Clairmon (Matthew Goode), geneticista e é apaixonado por Darwin. Tem um laboratório em Oxford onde faz a investigação genética de todas as espécies. Não é um vampiro gostoso e cheio de músculo, como estamos habituadas/os a ver, mas tem ali qualquer coisa que nos deixa rendidas/os e com vontade de ser a bruxa da vida dele. A início o objetivo dele é somente tentar ter acesso ao Ashmole 782, que também tem o nome de o Livro da Vida, através de Diana, mas, sem ser por magia, eles apaixonam-se. A partir daí unem-se para tentarem decifrar o livro e impedirem que caia nas mãos erradas, pois a “fórmula” que o manuscrito contém tanto cria como destrói vampiros.

“Desaparecemos praticamente todos. Demónios, vampiros e bruxas. Escondemo-nos à vista de todos” – Matthew

Temos, como não podia deixar de ser, a amiga cusca de Diana, Gillian Chamberlain (Louise Brealey), que vai tentar a todo o custo, fazer com que Diana se integre no “clube das bruxas” de Oxford para que a magia dela volte. Mas Diana, foge dela a sete pés, principalmente quando a relação com Matthew começa. Gillian é de tal maneira irritante e prepotente que Matthew resolve dar-lhe uma pequenina trinca no pescoço.

Ysabeau Du Clermont (Lindsay Ducan), “mãe” de Matthew. Porque é que temos “mãe” entre aspas? Pois bem, quando ambos se conheceram, Matthew era humano e tinha mulher e filho, mas ambos faleceram e Ysabeau transformou o nosso vampiro preferido em vampiro. É a matriarca do clã Clermont (o senhor da casa já morreu há muitos, muitos anos atrás e ainda bem, porque tinha um feitio deveras muito complicado). Não aceita a relação de Matthew com Diana, pois além de ser uma relação proibida, as bruxas têm o poder de enfeitiçar os vampiros. Mas com o tempo e ao ver que o amor de ambos é real, aceita Diana como sendo sua filha.

Agora vêm as tias, são um casal romântico, e não podiam ser mais diferentes em feitios como são. Por um lado temos Sarah Bishop (Alex Kingston), a irmã da mãe de Diana, que é muito terra a terra e o medo de perder a sobrinha é de tal imensidão que a protege de tudo e até da verdade, de porque é que Diana tem a magia “escondida”, e por outro lado temos a doce Emily Mather (Valarie Pettiford), que faz de tudo para proteger Diana, mas que a apoia em todas as suas decisões. Claro que consegue sempre demover Sarah quando esta se opõe a algo.

Agora chegou a vez do jeitoso da série, bem, mas podemos mesmo dizer que é muito jeitoso. Temos Domenico Michele (Gregg Chillin), que certamente se lembram dele em Da Vinci’s Demons. Domenico é o bode expiatório lá do sítio. O papel dele não é de grande importância, mas ajuda a polícia local a resolver um mistério e outro.

Existem imensas personagens de grande importância, mas resolvi dar destaque somente a estas por serem as que mais enfase dão à serie e as que mais se destacam também.

“Irão acontecer coisas que ameaçarão o futuro da nossa família. “ – Ysabeau Du Clermont

Temos uma grande história, com uma profecia antiga sobre uma bruxa que irá mudar o destino de todas as criaturas e alterará a forma como se vê o mundo. Uma história cheia de História, magia, aventura, raptos, um casal de demónios que dá à luz uma menina bruxa, viagens no tempo e muito romance.

É muito difícil fazer uma review de uma série tão maravilhosa como esta.

Espero que tenham gostado e que vos tenha despertado a curiosidade para verem a série e claro, para lerem os livros que são, não igualmente maravilhosos, mas muito mais maravilhosos, pois os detalhes existentes na leitura são bastantes.

 Nota: este artigo foi escrito seguindo as regras do Novo Acordo Ortográfico.

Ana Gonçalves

Nascida e criada em Castelo Branco, Portugal. Empregada Forense de Agente de Execução de profissão. Em 2010 nasce o meu maior tesouro, a minha razão de viver e o meu melhor amigo, o meu filho. O meu maior sonho é realizar todos os seu sonhos. Tenho um gosto enorme por viagens. Diversão e boa disposição não faltam. Nunca há mau humor por estes lados. Somente me iniciei na escrita aos 32 anos, apesar de ter o gosto pela leitura desde sempre. Os livros que me deixaram rendida à literatura foram "A Lua de Joana" de Maria Teresa Maia Gonzales, seguindo-se "Os Filhos da Droga" de Christiane F.

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