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Matthew Halsall

Ao explorar o trabalho de Matthew Halsall percorre-se um caminho terno, melancólico, saudosista, poético – tomemos como exemplo as músicas Together, Song For Charlie ou Breathless – existe algo prazerosamente fatídico até. É fácil deixamo-nos envolver por esta atmosfera cálida e lânguida. Até nas músicas mais dinâmico, como When the Wold Was One, Music For a Dancing Mind ou The Journey Home, existe sempre um espaço para esta abordagem – geralmente garantida pelo trompete de Halsall. A mestria com que a vigorosa secção rítmica se entrelaça com o arrebatado andamento harmónica funciona como zelador d’almas para quem ouve.

Edita, em 2008, o seu primeiro álbum e tem já agendado para 27 Setembro o lançamento do seu próximo trabalho intitulado Oneness – esperemos que nos brinde com sabor das novas músicas! O trompetista de 35 anos conta já com 7 álbuns editados, um prémio de Melhor LP de Jazz do Gilles Peterson Worldwide relativo ao álbum On The Go e uma nomeação para o prémio Melhor Performance de Jazz da MOBO. Inspirado pela obra de Coltrane, Miles Davis entre outros, a sua linha tem sempre algo de espiritual, à semelhança dos grandes mestres que o influenciam.

A versatilidade de Halsall não se fica pela música. É também compositor, DJ, produtor e fundador de uma discográfica. Claramente, é um músico em ascensão, com amplos interesses noutras dimensões, tão diversos como o jazz clássico à música eletrónica contemporânea.

Halsall é apelidado de “um dos maiores talentos do Reino Unido”. Diria que é não só do Reino Unido, mas de uma outra dimensão cósmica, etérea. Os eternos amantes, os sonhadores, os poetas, as mentes inquietas irão encontrar em Halsall um porto de abrigo. Será com ligeireza que sairão deste encontro, de alma limpa e coração reparado. O fenómeno harmonioso de Halsall garante-vos isso. Fica aqui a promessa.

Daniela Reis

Nasce em '86 um dos seres mais inconformados do planeta. A menina 'anti', com problemas de autoridade e de sociabilidade, esgueira-se à norma como um lagarto basilisco-comum (curiosamente também conhecido por jesus christ lizard) e não o faz nem por caprichoso ou gozo, fá-lo por um qualquer problema digno de análise psiquiátrica. Posto isto nasce 'La Sauvage', a menina-mulher Mowgli para vosso deleite.

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