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Liberdade de expressão e de rir sem limites

Muito se fala nos limites do humor.

É uma questão que toca a toda a gente, porque a determinada altura todos nós somos confrontados com piadas de humoristas às quais torcemos o nariz e pensamos até que ponto são aceitáveis!

Aceitáveis do ponto de vista da sociedade, considerando uma série de perspectivas de bom gosto e respeito pela alheia.

E não há.  Não podem existir quaisquer limites para o humor, independentemente de, na actualidade, existirem pessoas que se ofendem por tudo e por nada.

Quem poderá decretar esses limites?

É muito comum nas redes sociais os “novos censores” de uma quase “ditadura do picuinhismo” fazerem perseguição a pessoas, usando as mais execráveis ofensas para manifestarem a sua opinião, muitas da vezes sem sequer coerência alguma no que expressam.

Existe uma coisa estranha inventada há já uns anitos que se chama liberdade de expressão e que, curiosamente, é comummente confundida com liberdade para se ser estúpido.

Esses ditos picuinhas, pessoas acéfalas que criaram uma nova comunidade a que hoje denominamos de “haters”, criticam indiscriminadamente quer opiniões, quer piadas, numa notória ignorância sobre o que significa ironia ou sequer o respeito pelo próximo.

Quem limita o humor não é o verdadeiro visado das piadas, mas os moralistas de meia-tigela que usam “vários pesos e várias medidas” ao sabor do que lhes convém e conseguem fazê-lo sempre duplicando ou triplicando com extrema perícia o mau gosto de que acusam os seus alvos de fúria.

Não se pode gozar/brincar com morte, com a doença, com as crenças, com o tom de pele, com a orientação sexual,  com as catástrofes, com as mulheres, com os homens, com os deficientes…

Em primeiro lugar, pela limitação intelectual de uns que não lhes permite uma interpretação correcta do que ouvem ou leem e, em segundo, porque toda a opinião ou piada que se faça vai tocar na sensibilidade de alguém. Somos muitos!

Enfim, o humorista ou uma simples pessoa que emite uma opinião, a tentar respeitar todos os picuinhas ofendidos fica limitado a “nada”.

E é por isso que desde sempre é difícil “agradar a gregos e a troianos” e o chamado “politicamente correcto” é  apenas uma hipocrisia pegada para não melindrar o picuinhas que não sabe respeitar os outros.

Saber respeitar os outros consiste em pequenas coisinhas que se aprendem ainda em criança e que nos transformam em seres humanos decentes: ler ou ouvir os outros e, das duas uma, ou darmos a nossa opinião fundamentada e admitirmos o direito ao outro a ter uma visão diferente ou simplesmente ignorar. É tão simples.

Não gostamos, passamos à frente e damos aos outros o privilégio de poderem coexistir connosco tendo visão diferente das coisas.

A maior parte desses “picuinhas da treta” não se coíbem de rir de coisas que chocam outras pessoas. Ou de ter opiniões que não lembram ao diabo.

Ana Marta

Ana Marta, nascida em Sintra a 22 de Abril de 1971 e mãe de 3 filhos, desde cedo revelou o seu interesse pela escrita e pela Literatura, começando por escrever pequenos poemas durante a adolescência, época em que estudava Literatura Portuguesa. Ávida leitora desde que aprendeu a ler, sempre consumiu livros dos mais variados géneros literários e escrevia, em diários, textos sobre o que o seu coração sentia. Algumas décadas mais tarde, viria a publicar num blogue intitulado "Inexplicavelmente", textos da sua autoria e que, mais tarde, atraíram milhares de seguidores na sua página de Facebook, atualmente "ANA MARTA". Em 2020, lança o seu primeiro livro "Inexplicavelmente".

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