LAW & ORDER

Esta é uma das minhas séries preferidas, não fosse pela temática que a define, e cujas vítimas são, na sua maioria, mulheres.

Algo que se perpetua no tempo, vínculo justificado pela sociedade patriarcal em que se vive.

Felizmente, que ocidentalizámos a coisa e lhe damos um cheirinho a passado, se finge não ver, ou que acontece na casa ao lado. Ironia que registo aqui perante a gravidade de tais comportamentos.

Tentou-se, então, explicar o comportamento do Homem em termos de Humanidade apenas; isto é, presumindo-se que a Humanidade sobrevive pela humanidade, de um modo altruísta. (…) Era possível calcular que o Homem vivia apenas pela sobrevivência de toda a Humanidade. Porém, quando consignado ao laboratório (o mundo) não funcionou.

L. Ron Hubbard, in Dianética

Aquela sensação de impotência por se ser apenas espectador, de angústia pela vítima, de repugnância pelo abusador, pela perniciosidade ou brutalidade dos actos, pela insatisfação dos processos penais, pela capacidade de se manter a “cabeça fria” em situações em que a emoção tende a falar mais alto. Um karma (acção) próprio daqueles que têm um Dharma (lei), como as Forças da segurança ou lei – num sentido claro, causa-efeito do trabalho que lhes é exigido.

Lei e Ordem, é uma série televisiva, cuja primeira temporada, exibida no século passado, nos distintos e gloriosos anos 90, tinha como Inspector Mike Logan, Chris Noth – quem não o conhece de O Sexo e a Cidade? Década em que se assistiu ao colapso do Comunismo, o fim da Guerra Fria e a consolidação da Democracia. Provalmente, muitos se questionarão sobre a idade desta série, ou de pessoas que têm estas memórias claras…como se fosse hoje (?) e estas fantasias existissem.

(“zimbora” que não se está a falar de política! – ainda que apeteça!)

Criada por Dick Wolf e transmitida pela NBC, tem como cenário a cidade de Nova Iorque. Aborda os complexos casos policiais que envolvem a metrópole e os esforços dos policiais e dos promotores de justiça em solucioná-los. É actualmente a série de drama americana que esteve há mais tempo no ar, tornando-se um grande fenómeno televisivo nos Estados Unidos.

O sucesso da série possibilitou o surgimento de outras séries que também carregam o nome Law & Order, e com aproximadamente uma hora de duração, regista nos primeiros 30m a investigação policial à volta dum crime, dentro da metrópole e multi-cultural Nova Iorque, e os restantes, os dilemas e frustrações dos promotores públicos que tentam incriminar os réus, muitas vezes não o conseguindo.

Todos os episódios, com exceção de alguns, inicia-se com uma narração feita por Steven Zirnkilton:

No sistema judiciário criminal, o povo é representado por dois grupos distintos porém igualmente importantes: a polícia, que investiga os crimes, e os promotores de justiça que processam os autores. Estas são as suas histórias.”

A série é marcada por ter um elenco em constante mudança. Sempre com seis personagens regulares, a série já contou com inúmeros atores, e originalmente, centrava-se quase exclusivamente em dois detetives da Unidade de Vítimas Especiais de uma versão fictícia da 16ª Delegacia de Polícia do Departamento de Polícia da Cidade de Nova York. No estilo do original Law & Order, os episódios são frequentemente “tirados das manchetes” ou vagamente baseados em histórias reais que receberam atenção dos mídia. Estrelam a série Christopher Meloni como Detetive Elliot Stabler, detetive sênior da Unidade de Vítimas Especiais de Manhattan, e Mariska Hargitay como sua parceira, a Tenente Olivia Benson. Com o progresso da série, personagens adicionais são inseridos, como aliados dos detetives nos escritórios da promotoria distrital e do médico-legista. A maioria dos episódios mostra os detetives e seus colegas enquanto eles investigam e processam .

O sentimento do dever, da obrigação pessoal, tem origem, segundo vimos, nas mais antigas e mais primitivas relações entre os indivíduos, as relações entre credor e devedor; aqui, pela primeira vez, a pessoa opôs-se à pessoa e mede-se com ela.

Nietzsche, in Genealogia da Moral*

               Elenco actual:

Lei e Ordem: Unidade Especial

Temporada 23

FoxLife, às 23:10

 

Talvez deva admitir-se que o deleite da crueldade não desapareceu; apenas se subtilizou, se revestiu das cores da imaginação, se espiritualizou e se cobre com nomes hipócritas: compaixão trágica (…)” *

Ou, não?

Nota: este artigo foi escrito seguindo as regras do Antigo Acordo Ortográfico
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