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“Os génios de algibeira que o mundo pariu.”

Fosse eu velhinho enrugado para outra credibilidade me dar o mundo e diria a esses jovens, que aí andam, que maduros não se queiram. Apáticos. Que em torno dos dormentes têm as moscas vida e poiso. Em torno dos apáticos. E mais se sabe que onde moscas há, há do resto. Não posso eu outra cousa concluir: é isto da apatia uma merda. Os sonos descansados degolam-me a imaginação, a vontade de nascer de novo por não ser eu do tamanho do que sonho. Isto de ser ameno é não ser nem quente, nem frio.

Coisa estranha esta. Parece que se espera a morte. A bem dizer vejo-nos, aos maduros, os de bem com a vida, por toda ela ser um contínuo de bem-estar alheado, sentados em cadeiras, daquelas filas horizontais que é para não estar ninguém à frente de ninguém. Todos ali, a olhar. Haverá de um dia vir o capeta para o outro lado nos levar. A bem dizer, pode queimar-nos que, por esta maturidade, vamos nós isto compreender e nem tampouco nos dá isto raiva. Despautério agora ter sensações a borbulhar. Já não somos crianças, por Deus!

Se não me tivessem as palavras abandonado, talvez não soubesse eu que estou alheado de vida minha. Não as condeno por quererem os loucos, os sonhadores. O fogo, a chama, o frio, o gelo, o arder, as chagas, o sangue. Os génios de algibeira que o mundo pariu. Os alucinados alheados que o mundo quer por cabresto. Quanto mais não vale um cavalo solto numa lezíria, galopando até que tudo lhe doa, que não tem poiso certo para comer, ao que é lavado num estábulo com feno de alimento que a horas certas lhe dão, que faz daquelas habilidades nas arenas. Não serve o cavalo na lezíria o propósito de outros… agora as habilidades de arena? Ah, pois, que se aplaudam! Não quer o mundo génios de algibeira alucinados. Quer o mundo os habilidosos e maduros Homens. Apáticos. E a mim, de cabresto posto, sei-me pelo abandono das palavras, lezíria minha, em estábulo. Que me perdoem nunca eu ter-vos servido o propósito de vos tornar maiores pelo amor que vos tenho. Não fui capaz. Que isto me perdoem. Palavras, amores da minha vida.

Gabriela Pacheco

Licenciada em Ciências da Educação e Formação. É Gestora de Desenvolvimento e Formação. Tem Certificado de Competências Pedagógicas, Certificação Internacional em Practitioner PNL – Programação Neurolinguística e curso de Graduação em Direcção Hoteleira. Escreve por inevitabilidade. Cultiva a paixão desmedida pela Arte, a Educação e a Formação naquilo que acredita ser a poção mágica para o desenvolvimento humano.

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