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Era uma vez… os nossos Livros

Todos conhecemos os vários livros ou historias para crianças. A Branca de Neve e os Sete Anões, a Cinderela, a Bela e o Monstro e as demais histórias e fabulas que se contam às crianças. É um ritual quase obrigatório, por parte dos filhos, obrigar os pais a lerem-lhes 365 vezes por ano pelo menos uma das historias infantis. Porém, que historias devem ser lidas às crianças?

Eu tive a sorte de crescer numa casa onde havia sempre um livro a uma mão de distância e desde cedo peguei neles. Obrigava os meus pais a lerem-me ou as 20.000 Léguas Submarinas de Verne ou a Espada Era A Lei, ambas numa versão da Disney, e os meus Avós a lerem os Três Porquinhos (até ao dia em que o meu Avô sem nenhuma cerimónia “matou” os Três Porquinhos). E isto é importante para as crianças, pois o facto de serem elas a querer aqueles livros especificamente é um dos primeiros sinais de individualidade que as crianças apresentam.

No entanto, isto passou-se há quase 30 anos. Hoje em dia temos a saga do Harry Potter ou do Senhor dos Anéis. É isto que as crianças leem hoje em dia (ou pelo menos deviam). Então, de que forma é que o Senhor dos Anéis influencia as crianças? Apesar do fantástico existente na obra, porque não encara-la como uma lição sobre não desistir perante a adversidade. Ou porque não encarar o Harry Potter como uma lição sobre a amizade? E eis que chegamos ao meu ponto: todos os livros, sem excepção, têm uma lição. Podemos nem sempre encontrar à primeira, mas ela está lá.

Os livros não são só uma fonte de lições. São também portas para um mundo completamente diferente do nosso. Pegando outra vez no exemplo d’A Espada Era A Lei, é um vislumbre (altamente romanceado note-se) do mundo medieval, onde os cavaleiros lutam contra o Mal e o Bem vence sempre. Isto permite às crianças abrir as portas da imaginação, permite-lhes criar o seu próprio mundo e desenvolverem-no a seu gosto. Sem a imaginação, não teríamos obras como as de Agatha Christie, J.K. Rowling, Shakespeare ou Camões.

Porém e acima de tudo, pelo menos para mim, um livro é muito mais que uma porta para outro mundo ou uma lição. Para mim um livro é um amigo. Alguém que está sempre disponível, quando é preciso. Alguém que nos consegue fazer rir ou chorar com uma frase. Alguém que é um barómetro da nossa estabilidade mental até. Já todos pegamos num livro mais engraçado, quando nos sentimos em baixo apenas para estarmos a rir a gargalhada pouco tempo depois, ou num livro mais sério que nos faz pensar um pouco, após a morte de alguém. Os livros estão sempre disponíveis, a qualquer hora do dia ou da noite. Só temos de nos levantar e ir busca-los à estante.

Infelizmente, na nossa sociedade de hoje, ler livros, no geral, não é tão bem visto. As pessoas rapidamente trocam os livros pelas telenovelas ou pelas séries. E as crianças seguem o exemplo. Deitam-se e não leem. Não lhes é fomentada a curiosidade. Sim, há um Plano Nacional de Leitura, mas é algo tão vasto e simultaneamente tão inútil que mais valia não existir. É preciso “pegar” nas crianças desde cedo com um bom livro e deixa-las partir à descoberta dos mundos que existem.

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Manel Gabirra

Estudante da Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa no Curso de Línguas, Literaturas e Culturas. Grande apaixonado por automobilismo e política.

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