woman sitting on chair

Entre algoritmos e igualdades

Vivemos rodeados de tecnologia inovadora, no entanto, por detrás de ecrãs e códigos, ainda se encontra uma desigualdade antiga. Apesar de todos os avanços tecnológicos, durante muito tempo e até aos dias de hoje, o rosto da tecnologia, tanto nas universidades como nas empresas, é predominantemente masculino.

Ada Lovelace, reconhecida por ter escrito o primeiro algoritmo para ser processado por uma máquina, Grace Hopper, uma das primeiras programadoras e criadora de uma linguagem de programação de alto nível, entre algumas outras mulheres, mostraram que o seu contributo também era valioso para esta área, apesar do pouco reconhecimento na história.

Atualmente, verificamos o aumento da representatividade feminina nos cursos STEM e no setor tecnológico em particular. No entanto, mesmo com a mudança do paradigma, existe ainda pouca presença feminina nos cargos de liderança e, várias vezes, acometida pela síndrome do impostor. Este padrão de pensamentos que se caracteriza pela auto-sabotagem e pela dúvida constante sobre o próprio valor, atribuindo o sucesso alcançado à sorte ou fatores externos, pode causar ansiedade e prejudicar a progressão profissional.

Nas últimas décadas, projetos e movimentos como o Girls Who Code, Women in Tech e Black Girls Code vieram fornecer uma rede de apoio e ajudar a mudar a história, ajudando a contornar barreiras como preconceitos e desigualdades salariais.

Mais do que uma questão de números, a presença feminina traz diversidade de pensamento e de formas de criar. A sensibilidade e capacidade de questionar o porquê antes do como pode ser essencial na programação de um mundo mais empático. O futuro digital precisa ser trabalhado a várias mãos e com várias visões. Assim, a inclusão das mulheres na área tecnológica não é apenas justo, é essencial para o progresso.

Nota: este artigo foi escrito seguindo as regras do Novo Acordo Ortográfico.

Share this article
Shareable URL
Prev Post

Educar para sentir: o valor das emoções na aprendizagem

Next Post

Expressa, Fala, Comunica

Deixe um comentário

O seu endereço de email não será publicado. Campos obrigatórios marcados com *

This site uses Akismet to reduce spam. Learn how your comment data is processed.

Read next

Ode ao dumper!

Conduzi um dumper pela primeira vez em 2006 num parque de agregados. Um dumper é um camião articulado com…