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Crianças felizes e bem educadas…

é o que queremos para o mundo futuro

“O homem não é nada além daquilo que a educação faz dele” (Kant)

Quantas vezes em pleno espaço público nos deparamos com um pai ou uma mãe literalmente aos berros com uma criança, ameaçando-a com palavras violentas ou até mesmo proferindo blasfémias que a humilham sobretudo quando ditas à frente de estranhos ou em espaços públicos.

Este é com toda a certeza um cenário que já foi disponibilizado bem à frente de cada um de nós, tantas são as circunstâncias e o número de vezes que acontecem. A pergunta que se coloca é a seguinte: se estas crianças são os jovens e adultos de amanhã, então que jovens e adultos se estão a criar, que sociedade e sobretudo com base em que valores está a ser formada?

Não podemos fazer como Pilatos e simplesmente lavar as nossas mãos e consequentes responsabilidades com base no pretexto de que nada podemos fazer, afinal não nos diz respeito. Será que não diz mesmo?

Entendemos, então, estas atitudes como sendo uma boa prática? A falta de uma atitude proativa que promova uma sociedade rica de valores e isenta de maus tratos é da nossa responsabilidade. Obviamente não poderemos interferir na vida de cada pessoa que se cruza no nosso caminho, mas ao mudarmos os nossos hábitos, rotinas e até as nossas conversas, esse pequeno pedaço do mundo, construído por nós, já poderá servir de exemplo de boas práticas para quem quiser observar o que são os nossos hábitos e costumes.

Voltando às crianças, é certo que são irreverentes, que se acham o centro do universo e que de sua vontade, sempre que saem à rua trariam consigo pelo menos dois terços do que estivesse disponível para comprar. Faz parte do ser humano esta ânsia para com o que é novo, e o gosto por quase tudo o que é novidade, é da vida.

Contudo, se pararmos um pouco para pensar, percebemos que as crianças são grande parte das vezes, o resultado do que permitimos ou promovemos que elas sejam. É certo que terão também os seus genes e a sua própria personalidade, mas a maior parte das suas características são bebidas daquele que é o nosso exemplo no dia a dia, mais do que das nossas palavras ou até mesmo do que lhes é ensinado como sendo correto ou incorrecto, certo ou errado.

Na realidade e como o povo costuma dizer, nós (adultos) vamos à frente escrevendo e as crianças vão atrás lendo. Ou seja, as crianças são autênticas esponjas daqueles que são os nossos comportamentos e posturas que acabam por transformá-los nas crianças que são.

Não podemos criticar ou censurar uma criança sem fazermos necessariamente uma censura também aos adultos que a estão a educar. São eles os primeiros responsáveis e aqueles a quem se deve ensinar bons modos e maneiras, porque com toda a certeza não os tem, ou então não os souberam passar à sua criança, deixando que ela simplesmente fosse “bebendo” do comportamento dos seus pais e que depois estes se reflictam nas suas atitudes do quotidiano.

Em suma, não se podem criticar os comportamentos das crianças sem antes se avaliar o modo como os adultos as estão a educar, criticar ou apontar o dedo é tão fácil, analisar e perceber o que não está a ser bem feito já requer um pouco mais de esforço. Porém, é verdade que nada se faz sem trabalho e afinal se queremos uma sociedade melhor, temos também nós próprios que ser melhores.

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Ana Paula Marques

Assumo sem qualquer tipo de pudor o grande gosto que tenho pela escrita, e pelo ato de escrever palavra após palavra, construindo momentos de reflexão e procurando embelezar os nossos dias. Verter palavras transformando-as em textos, são momentos de criatividade que me fazem mais feliz, e que espero, possa transformar de algum modo a vida de quem lê o que escrevo com tanto amor!

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