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CinemaCultura

Como seria 2019 imaginado pelo cinema?

Dois filmes de ficção científica com mais de 30 anos, mas que se passam em 2019: “Akira” e “Blade Runner”. São filmes ciberpunk, um subgénero da ficção científica com histórias marcadas pelo claro declínio na qualidade de vida dos cidadãos numa sociedade cada vez mais automatizada, escrava das grandes corporações, das drogas e do poder do governo. Hoje são considerados filmes de culto, porém, podemos afirmar que ambos pouco acertaram nas suas “previsões”. Tem de se destacar “Akira”, que acertou ao colocar Tóquio como sede das olimpíadas de 2020. Se por um lado a realidade de 2019 não seja tão próxima daquela imaginada nestas duas produções, a importância de ambas para o cinema é grande.

Blade Runner”, de 1982, dirigido por Ridley Scott, é vagamente baseado no romance Do Androids Dream of Electric Sheep?, de Philip K. Dick. O filme passa-se em novembro de 2019, numa decadente e futurista cidade de Los Angeles devastada pela poluição, o consumismo exacerbado e a consequente busca de novas formas de colonização em outros planetas, para a qual as pessoas são convidadas a aventurarem-se face do colapso da civilização humana, tanto material quanto moralmente. Destaca-se o quão visionário foi o diretor Ridley Scott, na medida em que a globalização tão amplamente difundida atualmente encontra nesta película, um final catastrófico, melancólico e deprimente — animais extintos são clonados e replicados a exemplo do principal quinhão no filme —, a existência de uma profusão de culturas, etnias, credos e costumes.

Embora não tenha feito sucesso junto do público norte-americano numa primeira instância, o filme ficou popular internacionalmente, tornando-se referência do género e um clássico de culto. O estilo sombrio do filme e os projetos futuristas serviram de ponto de referência e sua influência pode ser vista em muitos filmes de ficção científica, videogames, anime e programas de televisão subsequentes. “Blade Runner” continua a refletir as tendências modernas e preocupações e um número crescente considera-o um dos maiores filmes de ficção científica de todos os tempos. Foi eleito o melhor filme de ficção científica já feito numa pesquisa com 60 cientistas mundiais eminentes, realizada em 2004.

Já “Akira”, praticamente uma versão animada de “Blade Runner”, é um daqueles filmes que mudou tudo. O filme, que estreou em julho de 1988, é um marco divisório de toda a animação japonesa. O seu sucesso no ocidente abriu caminho para produções como “Dragon Ball Z” e “Pokemón” também conseguissem destaque. Séries e filmes ocidentais de sucesso, como “Stranger Things” e “Matrix” também foram influenciados pela animação.

Baseado no manga homónimo, escrito e desenhado pelo próprio Katsuhiro Otomo. A série completa, com mais de 2 mil páginas, foi publicada no Japão entre 1982 e 1990 e o seu autor só aceitou que uma adaptação para os cinemas fosse produzida, se ele tivesse completo controlo criativo da obra.

De acordo com o filme e anime de Katsuhiro Otomo, a terceira guerra mundial devia ter começado em 1988 e Tóquio só seria reconstruída em 2019. Assim como em “Blade Runner”, a cidade seria terrível, cheia de ruas sujas, bares estranhos e tomada por gangues de motociclistas em todos os estabelecimentos.

Há notícias de que uma adaptação em live-action de “Akira” deve começar a ser gravada este ano. Isto é um projeto que se está a desenvolver há mais de uma década. Então, é aguardar para ver.

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Rodrigo Juliano Claudino

Seja curioso, corajoso e empreendedor, vais obter conhecimento, experiências e conquistas. Depois compartilhe tudo, senão, qual a razão para aquilo que conseguiste? Acredito que a paz só conseguimos com o perdão, a felicidade praticando o bem e o sucesso é a soma dessas duas coisas. Sou otimista, tenho fé nas pessoas e acredito que o melhor sempre está por vir.

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