Com o nome dado a partir do famoso carro, que pertenceu à infância dos quatro elementos da banda, os 4 L falaram-nos de “Nada sei e nada quero”, um tema diferente dos anteriores da banda, e que mostra um som mais maduro e intenso. Nas suas palavras, os 4 L querem mostrar que são, além de intensos, positivos, querem deixar em quem os ouve a vontade de cantar e de ouvir mais deles.
Quem são os 4L?
Ora bem, somos nós: quatro bons rapazes do Porto, que adoram dar música e que sentem um retorno enorme naquilo que fazem.
Este nome deve-se ao famoso carro?
Em parte, sim. A ideia surgiu espontaneamente, talvez pela familiaridade da expressão e pelo facto de sermos quatro elementos. Se fôssemos cinco, se calhar seríamos os Cinquecento, só para ridicularizar. Mas, na verdade, o nome e imagem do 4L também é apelativo por ser um clássico das nossas infâncias e haver uma identificação com a nossa geração.
Sabendo que os elementos dos 4L vêm de experiências musicais diferentes, como foi juntarem-se todos num projecto único?
Foi fácil. Na verdade, já nos conhecíamos antes, e bem, e o facto de já termos colaborado entre nós em projectos diferentes facilitou, na medida em que já sabemos o que esperar uns dos outros. Os gostos musicais pessoais variam, o método de composição é bastante fluido e espontâneo e o resultado final surge por si, de forma simples, sem que procuremos intencionalmente um estilo específico. O nosso tipo de som – que me parece ser positivo e fácil de ouvir – julgo que reflecte o espírito descontraído da banda.
Falem-nos de “Nada sei e nada quero”. Em que difere dos temas que gravaram em 2013?
“Nada sei e nada quero” foi dos primeiros temas compostos e gravados pela banda, ou seja, em 2013. No fundo, surge agora em jeito de estreia, mas entretanto fomos compondo muitos outros temas e que ainda não tivemos oportunidade de gravar. Se fosse a comparar, julgo que os temas mais recentes são mais fortes, elaborados e consistentes, estão mais próximos de um nível de intensidade que procuramos atingir, enquanto banda.
Como foi a experiência de digressão pelo Norte do país em 2014?
Foi muito boa, porque deu para sentirmos uma reacção positiva das pessoas em relação à música que fazemos, assim como perceber algumas coisas em que podemos melhorar e exigir mais de nós próprios. A experiência de tocar em locais diversos é sempre um incentivo para uma banda que dá os primeiros passos e que se procura situar e perceber o alcance do tipo de música que faz.
Que planos têm para 2015?
Para 2015, temos o lançamento, em final de Maio, do EP com quatro dos nossos primeiros temas, mas posteriormente tencionamos gravar, o quanto antes, outros temas mais recentes. Entretanto, com os concertos e o desenvolver da situação, vamos ver o que sucede e que tipo de opções temos.
Onde poderemos ouvir-vos? E ver-vos ao vivo?
Para já, apenas com o single de apresentação: podem ouvir-nos no YouTube, 4L, “Nada sei e nada quero”, ou na rádio com o lançamento do EP. O próximo concerto ao vivo vai ser no Porto, no início de Junho, com local a anunciar muito em breve.
Como se apresentam aos nossos leitores em poucas palavras?
Somos uma banda intensa, positiva e que quer dar vontade de cantar a quem nos ouve, nem que seja só por um bocadinho, ao longo do dia.
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