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Chorar a rir

Se vos perguntarem qual é o contrário de rir, vocês, sem pensar, dizem que é chorar. E a verdade é que os dicionários dizem que rir é o antónimo de chorar, mas será que assim é?

Ambas são aquilo que acontece ao nosso corpo quando este acumula alguma tensão ao nível emocional, sendo um escape ou, se quisermos, uma libertação de alguma emoção.

É claro que, à primeira vista, parecem opostos porque associamos o chorar a uma emoção negativa, de perda ou de tristeza e o rir a uma emoção alegre, de boa disposição ou de bem-estar.

Contudo, eu pergunto-vos qual de vocês nunca chorou de alegria ou teve um ataque de riso numa situação imprópria, mediante um descontrolo nervoso em que ficam “aparvalhados” e não conseguem mais nada senão rir?

Como quando nos deparamos com algum constrangimento ou alguma situação de confusão, por exemplo, em que podemos deixar escapar uma gargalhada ou sentirmos uma incontrolável vontade de chorar.

E qual de vós nunca chorou a rir ou riu enquanto chorava?

Será que são mesmo opostos que se tocam ou são apenas duas reacções emocionais que não conseguimos controlar?

Quais os estímulos que provocam ataques de riso ou de choro? Haverá alguma coisa que os torne opostos ou apenas são respostas mecânicas a tensões emocionais que se complementam ou se substituem perante as diferentes circunstâncias?

E o que torna estes nossos mecanismos fisiológicos serem aceitáveis ou não, em determinadas circunstâncias, é de novo um preconceito enraizado que diz, por exemplo, que não deve rir num funeral, por exemplo.

No entanto, o choro é mais aceitável por ser associado ao desgosto ou à extrema felicidade, embora numa cerimónia de casamento fique sempre a dúvida se as lágrimas são de emoção ou de desgosto por pena da situação em que os nubentes se estão a meter.

É por esta confusão e amálgama de situações, emoções, tensões e muitas palavras terminadas em “ões”, que era de rever esse conceito de “significados antónimos” e passarmos a ter o mesmo antónimo para ambos os conceitos. O contrário de rir ou de chorar é não rir ou não chorar, neste caso, estar sério, sem manifestações emocionais.

Ana Marta

Ana Marta, nascida em Sintra a 22 de Abril de 1971 e mãe de 3 filhos, desde cedo revelou o seu interesse pela escrita e pela Literatura, começando por escrever pequenos poemas durante a adolescência, época em que estudava Literatura Portuguesa. Ávida leitora desde que aprendeu a ler, sempre consumiu livros dos mais variados géneros literários e escrevia, em diários, textos sobre o que o seu coração sentia. Algumas décadas mais tarde, viria a publicar num blogue intitulado "Inexplicavelmente", textos da sua autoria e que, mais tarde, atraíram milhares de seguidores na sua página de Facebook, atualmente "ANA MARTA". Em 2020, lança o seu primeiro livro "Inexplicavelmente".

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