LifestyleNegócios

As duas empreendedoras que estão a mudar a minha vida

E podem mudar a tua

Muitos de nós desconfiamos nos gurus do desenvolvimento pessoal, não sem alguma razão porque, tal como em qualquer outra área da vida, existem os mais e os menos honestos, aqueles que são, efetivamente, apaixonados por levar outras pessoas a atingir resultado e os que apenas procuram o aumento de dividendos na conta bancária.

É preciso vasculhar, catar, separar o trigo do joio. Destes autoproclamados gurus, quantos partilham dicas práticas, passíveis de ser aplicadas, sem ficarem pelo blá blá blá da mudança, da força interior e outros clichés bradados até à exaustão?

Atrevo-me a dizer que encontrei alguns e que dois deles são elas: Nathalia Arcuri e Marie Kondo. Naturalmente, estas duas fantásticas empreendedoras também gostam de ver a conta bancária crescer, com destaque para a Nath – depois de horas de visualização de vídeos no Youtube tornámo-nos amigas, mas ela não sabe – que se dedicou a “desfoder” o Brasil. E uma parte de Portugal, também.

Nathalia Arcuri, Me poupe!

É assim mesmo, a jornalista não tem papas na língua e usa uma colher de pau para advertir os menos regrados com as finanças: gastadores compulsivos, endividados e despreocupados com o futuro, tenham medo! Apresentou o projeto Me poupe! à estação de televisão onde trabalhava, viu um projeto semelhante  ser atribuído a um colega, e saltou fora. Às vezes, saltar fora é o melhor que pode acontecer, e a prova disso é que o canal Me poupe! conta com mais de 4 000 000 de seguidores. Se não sabes ler o número, está na hora de seguires esta musa das finanças.

A famosa técnica dos envelopes da Nath já “desfodeu” um número incontável de aflitos, e deu o mote para um reality-show que é transmitido no canal. O melhor de tudo é que as dicas da Nathalia Arcuri são preciosas e veiculadas numa linguagem acessível e divertida, que nos faz cair de amores por ela e pelas moedas de um cêntimo (todos os cêntimos contam).

Se a Nath enriqueceu com este projeto? Sim, e ainda bem. Eu não aceitaria conselhos sobre finanças de alguém que fosse tão pobre quanto eu. Se a minha vida financeira mudou com os conselhos dela? Sim, por isso vou continuar atenta e alegre sob a ameaça da colher de pau.

Já percebeste que se uma área da tua vida está um caos, as outras tendem a seguir-lhe o exemplo? Produzes mais numa secretária organizada e que does spark joy, ou numa secretária com pilhas de papel e embalagens de chocolate presas à base do portátil? A resposta parece fácil, e é. Quando produzes mais és mais feliz, ganhas mais e podes recorrer às dicas de investimento que vais aprender no Me poupe!.

Citando a Nath, “Ai, que festa da riqueza!”.

Antes de pores mão à obra e começares a vender brigadeiros para obter uma renda extra, considera organizar os espaços onde passas a maior parte do tempo. Para isso, conta com a ajuda da Marie Kondo e do seu método de organização KonMari. Esta é outra das minhas gurus favoritas e que me conduziram a resultados práticos.

Marie Kondo, organização

Como é bom variar, passamos de uma Nath furacão para uma Marie que é um autêntico doce e que faz lembrar uma boneca japonesa. Mas não te iludas porque esta pequena musa da organização é capaz de arregaçar as mangas e transformar uma pocilga num palácio. Na verdade, ela fica feliz quando vê uma casa desorganizada e tem a oportunidade de pôr tudo num “brinquinho”.

Confesso, rendi-me. Procurei os manuais de dobragem de roupa – sim, vais ter que abandonar os velhos métodos – escolhi o que quero guardar e doei o resto. Este processo não é tão linear como parece, deves olhar para uma peça e sentir se ela te traz alegria (o famoso “sparks joy” que se tornou uma private joke cá em casa). Se a peça does spark joy guarda-a, caso contrário descarta-a, mas não o faças sem antes agradecer por ter cumprido a sua função. Se te parece estranho falar para um objeto, podes optar por não mover os lábios e escapar a um internamento compulsivo. Em relação às peças descartadas, a Nath diria para as venderes, a Marie parece bastante espiritual e diz que as podes doar, eu digo que tu decides.

O processo passa por organizar o vestuário em primeiro lugar, que deves amontoar no local onde vais fazer a escolha. Amontoar a roupa é importante para que tomes consciência e te escandalizes com a quantidade que tens, e te esbofeteies por todas as vezes que reclamaste por não teres o suficiente.

Depois dos trapos organizados, passa para os papéis e fotos, livros, miscelânea (que é como quem diz gavetas de tralha) e, por fim, elementos sentimentais. Quando chegares aos últimos já levas o balanço suficiente para descartar sem choraminguices. No que respeita aos livros, a pequena Marie aconselha a acordá-los com um toque na capa antes de fazer a escolha. Como achei este conselho um pouco “alerta chalupa”, limitei-me a desfazer-me dos livros que não eram clássicos e dos que sabia que não voltaria a ler.

Resumindo, apesar de ainda não ter terminado o processo, posso assegurar que os resultados são brilhantes. Adoro olhar para os roupeiros e para as gavetas, até as das cuecas. Com tudo dobrado a preceito, sem que as roupas se desmanchem ou espalhem por puxar uma, e por ordem de cores – esta foi uma opção minha –, descobri que sempre padeci de transtorno obsessivo compulsivo. O único problema que tanta beleza e organização acarretam, é que corres o risco de virar uma fera ao mínimo sinal de transgressão de um dos elementos da família.

Se esta aventura no mundo de organização te parece apetecível e decidiste experimentar, certifica-te de que tens à mão caixas de cartão, caixas com divisórias e tabuleiros organizadores.

Aproveita e considera a possibilidade de enveredares por uma vida minimalista, a Nath e a Mari ficariam orgulhosas. E se a tua prima diz que toda a gente tem pelo menos cinco relógios, lembra-te do que a tua mãe sempre te disse, “tu não és toda a gente”.

Entusiasmado para estudar finanças e organização com estas mulheres inspiradoras? Acede aos links:

Me poupe!

Marie Kondo

Agora, é só rezar para que surja o guru que nos vai ajudar a ficar em forma.

Lara Barradas

Vivo com os pés na terra, a cabeça na lua. As palavras correm-me nas veias, pulsantes de emoções e ansiosas por se despenharem sobre uma folha branca. Tentam, desesperadamente, definir o indefinivel: eu.

Deixe uma resposta

O seu endereço de email não será publicado. Campos obrigatórios marcados com *

Este site utiliza o Akismet para reduzir spam. Fica a saber como são processados os dados dos comentários.

Back to top button
Close

Adblock Detected

Please consider supporting us by disabling your ad blocker
%d bloggers like this: