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A vida imita a arte

Óscar Wilde disse que a vida imita a arte muito mais do que a arte imita a vida  – (Frase do ensaio: A decadência da mentira)

Durante a vida, passamos por várias etapas e momentos. Todos nós vamos ter de aprender a lidar com o crescimento, a aprendizagem, a doença, as perdas, as vitórias, os nascimentos e diversas mudanças físicas e psicológicas. Como tão bem sabemos, viver não é um caminho linear ou simples mas também é isso que torna a vida tão interessante e desafiante.  É através da arte que o ser humano é capaz de reconhecer as suas limitações e dificuldades que surgem da relação necessária entre os indivíduos. Mas também é capaz de reforçar estereótipos, incentivar comportamentos e transmitir padrões sociais, e talvez aí entre o ponto de quem imita quem, porque a arte serve como espelho do homem, no qual ele reflete e se vê.

Sendo assim, a arte reflete a sociedade e expressa todo seu universo. A vida imitando a arte, quando uma criança assiste a um filme ou tem acesso a qualquer tipo de arte ela está a ser influenciada em diferentes aspetos com o conteúdo que lhe é oferecido. Inúmeras pesquisas apontam como os filmes infantis são responsáveis por uma parcela considerável da construção do individuo social, principalmente nos dias atuais, em que o contato com a indústria cinematografia está literalmente nas mãos das crianças. Os filmes da Disney, por exemplo, na sua maioria representavam uma feminilidade frágil, princesas brancas e os estereótipos de uma sociedade patriarcal que corrobora  para o reforço desses paradigmas no inconsciente coletivo da sociedade. Pelo fato da arte representar a vida, muitas vezes, traz consigo arquétipos que são reforçados e propagados de forma cíclica na sociedade, quase de forma automática.

Por isso, vamos supor que a nossa vida é uma obra de arte, que na verdade é, mas em sentido literal. Ou seja, como artistas de que forma nos envolvemos no processo criativo e qual será o nosso papel na construção da obra? Vamos imaginar e executar? Ou vamos projetá-la e deixar que outros a materializem? Vamos ser responsáveis por tudo o que envolve a nossa obra? Vamos simplesmente coordenar a sua execução? Não é fácil definir onde nos queremos posicionar perante o que vamos criar. Podemos também adotar uma postura mais possessiva, por ser a nossa obra, não abrir mão de nada durante o processo e cuidar dela com excesso de zelo. Podemos assumir múltiplos papeis no desenrolar desta “empreitada”.

Se a abandonarmos alguém pode pegar nela e fazer dela o que bem entender. Se nos descuidarmos ou sem vermos podem roubá-la de nós ou pode simplesmente escorregar-nos por entre dedos. Como criadores da nossa própria obra de arte, temos de saber respeitá-la e preservá-la e de vez em quando distanciarmo-nos para vermos como ficou bonita a conjugação de cores ou em que zonas precisamos dar outros retoques, porque na prática, a vida é uma obra de arte inacabada em permanente construção.

Photo by Amandine Cornillon on Unsplash

Sofia Cortez

Sofia Cortez marketeer por acaso, escritora em desenvolvimento e artista por vocação. Não existe uma linha condutora para a criatividade, só a vontade de criar. Entre os seus trabalhos estão uma Exposição de Croquis de Moda realizada 97 no Espaço Ágora, curso de desenho na Sociedade de Belas Artes em Lisboa, a participação em feiras de artesanato com o projeto: Nomes em Papel para crianças, um livro editado em 2018 “Devemos voltar onde já fomos felizes”, várias participações em coletâneas de autores em poesia e conto, blogger no blog omeuserendipity.blogspot.pt, cronista, observadora, curiosa com o mundo e aprendiz de todos os temas que permitam o desenvolvimento humano.

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