A educação balança e a balança na educação

“Uma das principais preocupações dos pais é não só construir bons seres humanos, mas também preparar os seus filhos para um futuro incerto.”

 Iniciei a semana com a permissa anterior e as seguintes questões:

“Quais são as principais características que as nossas crianças de hoje têm de ter para estarem preparadas para enfrentar a sociedade daqui a 10 anos? E o mercado de trabalho?”

Sem pensar muito eu diria que informática, leis, línguas e inteligência emocional seriam ferramentas imprescindíveis.

A mudança no mundo actual ocorre de forma rápida, e por mais previsões que façamos, não sabemos o que nos reserva o futuro.

Tal como os nossos pais não previam uma pandemia em 2020…

Neste contexto, acho de suma importância colocarmos a educação numa balança, de um lado o peso das ferramentas práticas e do outro o peso das ferramentas emocionais.

Há um tempo tinha uma conversa com uma amiga sobre a época escolar do nossos filhos e a minha amiga desabafou:

-“Se eu pudesse ele tinha aulas em casa, para estar protegido de certas maldades.”

Quem nunca pensou tal coisa?

Eu respondi-lhe o que ainda penso: Eu também, mas na realidade isso poderia não os preparar para o futuro. Prefiro que eles enfrentem a vida e saibam que têm o meu colo para os acolher.

Ensinar a voar não é apenas mostrar como se voa é deixar que eles voem sozinhos mesmo que corram o risco de cair. E que ao cair tenham a segurança de saber que há um ninho para onde voltar, mais que não seja, e se não estivermos por cá, o ninho do amor que um dia os envolveu.

Vivemos em tempos extremistas, 8 ou 80 e na educação o equilíbrio da balança é primordial.

Eu não quero deixar os meus filhos viciados em dispositivos electrónicos mas, e sabendo que isso é parte fundamental do futuro, também não os posso tornar alienados desse meio.

A educação é como um barco no mar, balança, e mesmo seguindo uma rota e seguindo procedimentos de segurança, corremos o risco de um naufrágio.

Para todos os que foram, vão ser ou já são pais: estamos todos no mesmo barco, com a esperança de que a vida dos nossos filhos pese para o melhor lado.

Nota: este artigo foi escrito seguindo as regras do Antigo Acordo Ortográfico

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