Afinal, o que é amor?

O amor é muito mais do querer estar perto, é aceitar a distância se for para realizar os sonhos do outro. Mesmo que milhares de quilómetros os separe fisicamente, o coração jamais para de saltitar. É um sentir-se feliz ao ouvir a simples expressão “está tudo bem”, é o estar presente na sintonia dos sonhos e no magnetismo da alma. É estar próximo, mesmo que distante, por algum instante. É presença. É ligação – em todos os sentidos da palavra.

No dicionário, a definição de amor (do latim amore) é uma emoção ou sentimento que leva uma pessoa a desejar o bem a outra pessoa ou a uma coisa. Já pela ciência, a explicação é de que o amor possui um mecanismo biológico, determinado pelo sistema límbico, centro das emoções, presente somente em mamíferos e talvez também nas aves — a tal ponto que Carl Sagan afirmou que o amor parece ser uma invenção dos mamíferos. E que sentimento bom!

Mas independentemente das teorias ou explicações formais, amor, penso eu, não tem muita definição. É algo que quem sente, sabe. Não se define. Não se explica com poucas e exatas palavras. É genuíno.

Não é posse! É o oposto. É liberdade de ser o que realmente somos, de forma que haja transparência, sem máscaras.

Não é amarra e nem impulsivo. É sereno. É calmo. É livre.

Costumo dizer que não basta falar “eu te amo” – e há quem use quase como se um, bom dia/boa tarde/boa noite, fosse. É gostoso de ouvir, bom de dizer, mas é essencial que venha acompanhado de ações, de demonstrações e pequenos detalhes. Caso contrário, são só palavras. E o amor, é gesto. É ação.

O amor-próprio é o mais importante de todos. É prioridade sempre! Só com ele conseguimos seguir adiante, seja sem qualquer relacionamento amoroso, ou seja, dividindo a vida com alguém. Quando se tem essa consciência, tudo fica ainda mais leve.

A felicidade não está na mão, na responsabilidade de um outro alguém. Começa em você primeiro e depois no outro, que pode somar, agregar e amar. E se é amor verdadeiro e ambos estão certos e dispostos no relacionamento, não interfere se esta perto ou não, fisicamente e esse se basta para que cresça, permaneça e fortaleça.

O amor está no ato em, também, permitir, que a outra pessoa siga. Que crie asas e voe. Seja namoro, casamento, filhos, amigos ou família. O amor é independente de fronteiras. Não há barreira que o extermine.  

O incentivo, o apoio ao outro, mesmo que isso não permita que por algum tempo estejam juntos fisicamente, é uma grande prova de amor e evolução. Saber ceder é prova de amor.

Saber se doar e até saber “receber”, também é prova de amor. Falar e ouvir é fundamental. Para uma relação é importante que estejamos abertos para que isso resulte e acreditar que um sentimento puro e verdadeiro não se apaga quando estimulado e não morre se é constantemente regado.

Não tem segredo. É sintonia, dedicação, encaixe e união.

E cá para nós, é algo que está faltando no mundo atual. Mais amor, por favor!

E para você, o que é o amor?

Nota: Esse texto foi escrito seguindo as regras de português do Brasil

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Comments 1
  1. Que texto bonito e necessário! Conseguiu falar do amor com uma delicadeza rara, sem cair nos clichês, mas também sem medo de tocar o essencial. Gostei especialmente da forma como lembra que amar é presença, é construção diária, e não só encantamento. Um convite sincero a repensar nossos gestos, nossos vínculos e o modo como escolhemos permanecer. Parabéns!

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