Num determinado momento da vida…

Quando pensamos em educação e no significado que o conceito encerra, percebemos com facilidade que as regras são similares para os meninos e para as meninas e que supostamente de acordo com estes valores transmitidos, é expectável que os rapazes tenham um determinado comportamento e as raparigas outro.

Na base da educação temos sempre alguns princípios que servem de alicerce na educação da generalidade das crianças, no fundo, todas as mães imaginam secretamente o dia em que levarão o seu filho ao altar, e o pai a sua menina, nesse dia transformada em verdadeira princesa.

Quer se queira quer não, esta referencia sexista que temos do universo é sempre abordada nos princípios que passamos aos nossos descendentes, porque faz parte do imaginário humano. E sabemos bem que a sociedade está assim organizada, os bebés crescem, sejam rapazes ou raparigas, e acabam por fazer as suas opções, que até podem passar por não casar.

A lei da natureza é mesmo assim, os pais também já o fizeram, chegou um determinado momento das suas vidas em que o passarinho cresceu e saiu do ninho, espreitou o mundo e quis voar mais alto.

E voar mais alto é também ser responsável pelas escolhas e caminhos que se pretendem seguir, e aqui a questão que se coloca é: quando o filho tem opções diferentes e o rapaz gosta de rapazes, e a rapariga gosta de raparigas. É com certeza diferente do que se entende como o que seria expectável do nosso filho (a), mas terá que ser entendido como a escolha ou a opção do ser que colocamos no mundo. E quando nasceu, naturalmente não estava completo nem perfeito, provavelmente nunca o estará.

No entanto, não podemos impedi-los de voar, de fazer as suas opções e as suas escolhas, e se as deles não forem similares àquelas que nós em tempo tomamos, teremos apenas que tentar perceber, compreender e se necessário for, estar lá para eles caso seja necessário.

O mundo é assim mesmo, com múltiplas formas de se viver, de se perceber e até de se amar, cada um encontra na sua vivência do dia a dia o modo de percorrer a auto-estrada da sua existência, com opções de vida entendidas como aceitáveis pela sociedade, ou como socialmente aceites.

Mas é também ter a liberdade de existência suficiente para ser diferente, se o seu coração e a sua alma for diferente do que é entendido como “normal”, a normalidade não existe como conceito de existência humana, o que tem necessariamente que existir é o respeito pelo próximo, esse é o grau de comprometimento que teremos que nos obrigar a ter para com o mundo e junto daqueles que partilham este planeta connosco.

Não temos que ser todos iguais, temos que ser todos civilizados e saber aceitar os comportamentos dos outros, que ainda não sendo coincidentes com os nossos, nunca poderão colidir com aqueles que são os nossos valores humanos e sociais.

O amor nunca deve significar ter que viver com medo.

– DaShanne Stokes

Há espaço no universo para todos nós com todas as nossas semelhanças e diferenças. Não pode nunca faltar o respeito… esse é um dos pontos de honra para a manutenção do ser humano no planeta Terra. Será que já percebemos isso na nossa rotina diária?

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