Pseudo-liberdade

Dei-me a ti. Ofereci-te o meu amor. O meu coração bate por ti!

Sabes o que é amar? Eu sei. Jesus ensinou-me. Tu também sabes, claro, mas não ensinada por Jesus, tu amas no singular. Sentes-te livre agora, não é? Sentes que podes viver aquilo que ainda não viveste. Agora podes ser dona da tua vida. É um bom sentimento, não é?

Pena que só o sintas por breves momentos antes de te sentires novamente a cair no abismo.

Buscas refúgio. A amizade é isso mesmo. Partilha de felicidade, tristeza, dor, angustia, desespero. Partilha de tudo o que é bom e de tudo o que é mau. Até que mais uma vez alguém te falha. Até que alguém tem de seguir a sua vida. E agora? O que será de ti?

Tantas escolhas que fizeste. Alguma vez tiveste a certeza do caminho que seguias? E a liberdade que tinhas, que é feita dela agora que perdeste o pouco que te fazia feliz?

Além do amor puro, algo mais liberta? Além do amor puro, algo trás tanta felicidade?

Temos tantas escolhas para fazer na nossa vida, será que não somos apenas escravos do mundo?

A felicidade reside na liberdade, o único problema é que o conceito de liberdade é apenas uma ilusão, vivemos movidos por uma pseudo-liberdade, reféns da liberdade que os outros nos fazem sentir.

Somos infelizes, porque não sabemos amar.

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