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Liberdade para respeitar os outros

Somos livres. E não há nada melhor do que a liberdade, é verdade. Todos nós discutimos e defendemos a liberdade de expressão mas não paramos para pensar no que essa liberdade acarreta realmente. E o ódio é uma dessas coisas.

Se somos livres de dizermos o que quisermos, temos de aprender também a ouvir. Afinal, o outro usufrui do mesmo tipo de liberdade que nós. E se somos livres, somos livres para tudo. Mesmo que isso implique odiar. O ódio existe e, por vezes, é-nos difícil lidar com ele. É difícil ouvir aquilo que não queremos, aceitar aquilo com que não concordamos e enfrentar aqueles que teimam em odiar alguma coisa que nós amamos. Mas a verdade é que a liberdade é isso mesmo. Ela não acarreta só coisas positivas. Também traz consigo determinados aspetos negativos e com as quais somos obrigados a aprender a lidar. Afinal, todo o ser humano é livre de dizer o que quer, pensar o que quer e fazer o que quer.

A questão que se coloca é que até a liberdade tem um limite. E mesmo nós sendo livres de fazermos o que quisermos, temos de ter a consciência que a nossa liberdade vai até onde começa a do outro. E, desta forma, é quase imperativo que respeitemos aqueles que nos rodeiam. Podemos dizer e fazer o que queremos, mas tendo sempre a noção de que há outras pessoas à nossa volta e que não podemos nunca interferir com a liberdade delas. E não, isso não significa que o ódio deixe de existir. Aliás, acho que é um dos sentimentos mais difíceis de extinguir. Mas se temos de odiar, odiemos. Odiemos livremente mas sem magoar os outros. Odiemos para nós. Odiemos para dentro. Gritemos que odiamos no cume mais alto da montanha. Mas façamos um esforço para respeitar aquilo que, lá no fundo, odiamos.

Somos livres? Somos! E que bom é ser livre. Todos temos sentimentos negativos dentro de nós? Claro! Faz parte da vida. Mas cabe-nos a nós usar a nossa liberdade da forma mais correta possível e gerir sentimentos negativos como o ódio é das coisas mais complicadas. E é por isso que eu acho que só nos sentimos realmente livres, no verdadeiro sentido da palavra, quando conseguimos ser mais fortes que o ódio que sentimos. E somos mais felizes. E somos pessoas melhores.

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Cátia Barbosa

Uma aspirante a jornalista que ama escrever, viajar, e que, acima de tudo, quer ser feliz.

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