Viagens

Viagens na minha terra

Sempre viajei muito de carro com os meus pais, por todo o lado e mais algum deste país. Os recantos mais inóspitos, os bosques mais escondidos nas nascentes e paisagens mais inesperadas, nós estivemos lá! Isso é garantido.

Não sei bem porquê, mas o Gerês sempre ficou fora destas viagens. Andamos pelo Minho e Trás-os-Montes mas não pelo Gerês. Quero acreditar que ficou aguardar, como aquelas comidas que se deixa para o fim, porque para o fim reservamos o melhor.

Foi mesmo isso que senti, quando os meus olhos vislumbraram aquelas paisagens: o verde, as cascatas, a água límpida, os recantos, os miradouros, as comidas e os bois imponentes soltos pelas serras. Cada paisagem no Gerês é digna de um enquadramento fotográfico. O que ali se admira é único, só pode, porque é tão diferente das restantes paisagens deste pais e de outras paragens por onde andei, só pode ser único.

É um dos maiores Santuários da Vida Natural em Portugal, com pontos a visitar que não se pode mesmo perder como: a Cascata do Arado onde a água cristalina escorre pelo meio de uma escarpa, aliás o Gerês é conhecido pelas suas cascatas, qualquer uma vale a pena visitar e sentir o fresco da água e o som da água a bater nas rochas. O Miradouro da Pedra Bela é outro dos pontos imperdíveis, em Terras de Bouro, está situado a cerca de 800 metros de altitude. Este é um dos locais mais famosos do Gerês, e uma vez avistando a paisagem, percebe-se instintivamente o porquê, a confluência entre o Rio Cávado e o Rio Caldo, a ponte que liga duas margens e o verde luxuriante da Serra é de cortar a respiração.

As aldeias que se vão encontrando no Gerês, como Brufe, Pitões das Júnias ou Lindoso, revelam uma arquitetura de casas graníticas únicas, belos exemplares da arquitetura popular, complementadas com outros elementos tradicionais tais como espigueiros, eiras e relógios de sol.

Outras das curiosidades do Gerês é poder-se encontrar no meio da estrada um ou mais bois-barrosão deitados na estrada, nas bermas ou simplesmente a vaguear livremente no meio dos bonitos bosques que por ali se encontram.

O último recanto de Portugal Continental que me faltava descobrir, foi efetivamente uma surpresa, não sabia o que esperar ao certo ou o que iria encontrar e conseguiu deixar-me sem palavras, é simplesmente: magnifico!

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Sofia Cortez

Sofia Cortez (1978, Lisboa) marketeer por acaso, escritora em desenvolvimento e artista por vocação. Não existe uma linha condutora para a criatividade, só a vontade de criar. Entre os seus trabalhos estão uma Exposição de Croquis de Moda realizada 97 no Espaço Ágora, curso de desenho na Sociedade de Belas Artes em Lisboa, a participação em feiras de artesanato com o projeto: Nomes em Papel para crianças, um livro editado em 2018 “Devemos voltar onde já fomos felizes”, várias participações em coletâneas de autores em poesia e conto, blogger no blog omeuserendipity.blogspot.pt, cronista, observadora, curiosa com o mundo e aprendiz de todos os temas que permitam o desenvolvimento humano.

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