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Resiliência

Se existem palavras na moda “resiliência” é uma delas. Resiliência é a capacidade do indivíduo de se adaptar às circunstâncias, à pressão psicológica e a tudo o que o rodeia.

Se o vocábulo está no auge das palavras mais usadas na actualidade, a verdade é que o seu significado acompanhou o ser humano durante toda a sua evolução.

O homem da atualidade está mais focado para rotular tudo, fracionar e depois indignar-se com isso, mas a verdade é que foi na resiliência humana que todas as sociedades evoluíram, uns mais e outros menos, evidentemente.

A capacidade de se moldar às situações adversas e o desafio que isso representa foi o mote para a criação de tudo o que nos rodeia, desde a descoberta do fogo à invenção da roda.

Não creio que o homem atual seja mais resiliente do que anteriormente, apenas tem um estatuto mais fragilizado, que o torna propício a buscar de novas formas de lidar com a rapidez da evolução tecnológica e da consequente alteração de hábitos e rotinas.

A própria psicologia que antes parecia não fazer falta, agora é recomendada a toda a gente, incluído crianças que não têm os padrões de comportamento desejados e tidos como normais.

O mais engraçado é que a psicologia vem tentar colmatar a falta de regras e respeito que não são incutidos às crianças e aos jovens desde cedo. Depois empurram-se responsabilidades e culpas, deixando os jovens crescerem sem rei nem roque, criando adultos fracos e incapazes de ter controlo na própria vida, ficando permanentemente dependentes de ajudas externas para terem o equilíbrio mínimo necessário a uma vida dita normal.

Hoje em dia, a resiliência tem um conceito mais abrangente porque nos conduz a uma capacidade extra para lidar com a frustração da nossa existência oca e desprovida de objectivos. É o outro lado da moeda: a liberdade para escolher o que queremos fazer da nossa vida, para escolhermos as nossas relações e para termos os direitos todos.

Antes as pessoas faziam o que lhes era destinado, desde a profissão às relações, tinham de cumprir um papel e desempenhar determinada função, o que dava pouco ou nenhum espaço de manobra para ter grandes desequilíbrios emocionais.

Era uma resiliência diferente. Até porque ninguém, ou poucos, tinham como objectivo encontrar a felicidade. Isso não era de todo importante e a infelicidade fazia parte da vida. O que ditava a felicidade era a sorte e não a liberdade de escolha.

A resiliência não deixa de ser uma palavra, como milhares de outras, cujo verdadeiro significado é ajustado aos tempos que se vivem.

Ana Marta

Ana Marta, nascida em Sintra a 22 de Abril de 1971 e mãe de 3 filhos, desde cedo revelou o seu interesse pela escrita e pela Literatura, começando por escrever pequenos poemas durante a adolescência, época em que estudava Literatura Portuguesa. Ávida leitora desde que aprendeu a ler, sempre consumiu livros dos mais variados géneros literários e escrevia, em diários, textos sobre o que o seu coração sentia. Algumas décadas mais tarde, viria a publicar num blogue intitulado "Inexplicavelmente", textos da sua autoria e que, mais tarde, atraíram milhares de seguidores na sua página de Facebook, atualmente "ANA MARTA". Em 2020, lança o seu primeiro livro "Inexplicavelmente".

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