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Porque resistimos a ir ao Psicólogo?

Nem sempre a dificuldade em ir ao Psicólogo se prende com a questão monetária. Muitas vezes aquilo que nos leva a não entrarmos no consultório de Psicologia é essencialmente o medo e a angústia. O medo de termos de ir ao mais profundo de nós próprios, de nos expormos, de vermos realmente a nossa essência, ali, nua e crua, à luz dos nossos olhos. Além disso, temos medo de nos comprometermos connosco, irmos ao mais fundo de nós e falharmos. Temos medo do que vamos encontrar, das coisas com as quais nos vamos desiludir. No entanto, esta descoberta, na realidade, é o que de melhor pode acontecer a qualquer um de nós. Porque nos permite descobrir mais sobre quem somos, conhecer melhor as nossas competências e as nossas habilidades, e tirar o melhor partido daquilo que somos.

Porém, não é só medo. É também vergonha, em termos de nos expor, de mostrar a alguém as nossas fragilidades, de reconhecer e assumir as dificuldades. É vergonha em pedir ajuda, porque achamos sempre que temos de resolver tudo sozinhos, que pedir ajuda é sinal de fraqueza ou incapacidade. Esquecemo-nos que vivemos em sociedade e por isso em constante interação, inter e entreajuda. Estamos sempre disponíveis para ajudar os outros, mas não queremos deixar que ninguém nos ajude.

Achamos que ir ao Psicólogo é sermos julgados, pensamos logo “O que é que ele/ela vai pensar de mim?”. O papel do Psicólogo não é esse. O Papel do Psicólogo é ouvir, sem julgar, é perceber a mensagem que cada pessoa nos trás para melhor a ajudar, sem qualquer juízo de valor. Apenas analisando o seu conteúdo para poder procurar pistas e orientações de intervenção, que permitam guiar o paciente neste processo. No Psicólogo, aquele momento é nosso, é o nosso espaço e tempo para nos encontrarmos connosco, de podermos olhar para dentro, analisarmo-nos, conhecermo-nos melhor e também reconhermo-nos. De encontrarmos as nossas respostas com a ajuda deste guia, que nos orienta e conduz neste caminho de autodescoberta.

No consultório de Psicologia, temos que conseguir mergulhar, ir ao mais profundo de nós, sair da zona de conforto. E essa saída da zona de conforto conduz-nos a caminhos novos, a novas oportunidades de crescimento e principalmente leva-nos a atingir uma vida mais saudável.

Sandra R. Santos

Sou Psicóloga Clínica com formação em Neuropsicologia, Coaching, Mindfulness e Parentalidade Positiva. Tenho experiência laboral e formações nacionais e internacionais, bem como investigação científica reconhecida e validada, tendo inclusivamente um livro publicado sobre a Adolescência e a relação familiar com os pais. Para além de terapeuta, sou também Formadora, pois gosto de contribuir para o conhecimento e formação da população. Também por esse motivo, decidi escrever textos sobre a Psicologia e a Saúde Mental como forma de as aproximar da população e ajudar a derrubar alguns mitos que ainda persistem. Nos meus tempos livres sou completamente apaixonada por música, cinema, literatura e outras atividades culturais. Gosto de passar tempo com a família e de apreciar um bom momento entre amigos.

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