Somos condicionados desde pequenos por desejos, vontades, receios e medos. O mundo já foi mais simples, menos complicado. Com a idade e o tempo, não piorou, mas ficou mais complicado – antes éramos outros diferentes, mais simples.
Se a economia e o novo funcionamento do mercado traz em si novas regras, é o que vamos tentar abordar e como essas regras criam automatismos em nós. Até que ponto, o corpo humano é condicionado? O mais recente desafio: os algoritmos?
São condicionamentos, criados na internet, ditados pelas nossas escolhas anteriores, que te colocam novas hipóteses no futuro, mediante os gostos que escolhemos no passado. Se escolhermos A, vão-nos aparecer mais AAA. No futuro e a certa altura, podemos escolher BBB.
Nada é condicionado, imutável ou proibido.
A liberdade de pensamento é a única coisa impossível de cortar, podem-nos fechar-nos ao mundo livre, censurar-nos que dentro da nossa cabeça seremos sempre livres; e se o mundo for outro no futuro por aí a liberdade vinga.
Apesar dos hábitos, teremos sempre flexibilidade na decisão.
Se a liberdade de pensamento é criada pelo nosso desejo no mundo dos algoritmos, potenciar altruísmos é com cada EGO.
Se o futuro está por criar, temos de o deixar melhor para os que próximos, as próximas gerações.
Se o mundo tecnológico nos for respondendo ao que procurámos e, portanto, gostamos não nos impõe nada que não procuremos e queremos.
Se somos escravos da nossa vontade e ela é que guia o que os algoritmos ditam, encaminhamo-nos para o mundo mais desejado por todos, mais individual.
Se a prisão for do nosso interesse, o que o cérebro ditar é querido e bom.
Se o mundo tecnológico não funciona para além dos seres humanos, ele não é contrário a nós.
Se o futuro é desconhecido e a História não pode ser travada marcharemos sem medo de a criar melhor.
Não vive e funciona como um coração, nunca lá chegará, a ideia de inventarmos um Deus é ridícula!
Não vive como um corpo, nem como um cérebro, nem como sentimentos e como sensações, como o frio, o morno, como o quente e o calor, a temperatura, está para lá do criar racional humano, tem qualquer coisa de mágico, de irracional.
Haverá sempre quem contradiga isso de perder a Liberdade. A história de ser geracional e passada entre humanos garante sequência e garantia até um dia.
Não podemos saber do futuro, mas há coisas garantidas: os segredos individuais; o interior de cada um, os amigos, o amor, o silêncio cada vez menor. O ser humano num todo não se deixará enganar pelo que outros humanos criaram.