Já te sentiste só no meio da multidão?
Esta questão pode ser cliché, mas todos nós já sentimos que assim é.
Somos diariamente pressionados para estar sempre a aparecer, participar nos lanches e nos cafés, se não ficares para o convívio és posto de lado, deixam de te ver como “amigo” e és apagado da ”cabeça” de alguém. Deixam de se preocupar contigo, põe outro no teu lugar, e já não és convidado para o jantar.
É como se vivesses num reality show permanente, tens que estar sempre online, publicar fotografias, ver quantos gostos tens e mais o que tens para dar. Tens que fazer parte de grupos, ali, sempre metido nas conversas, senão, ficas com o mundo às avessas e nem sabes para onde te virar.
É tão triste, tão fora da realidade, mas a verdade é que tens que impressionar. A vida perfeita que todos querem ostentar, esconde problemas de insegurança, medos nas lembranças e um aperto no coração que os faz chorar. Mas lá vem uma foto para o instagram ou para o facebook, – que está quase a ficar fora da moda- há que mostrar tudo o que se faz, e com quem se está. A ideia é aparecer, conviver e fugir de nós.
Já são poucos os que não têm medo de se olhar ao espelho, que vão se embora cedo e que têm mais que fazer. São poucos os que são aquilo que querem ser. O pavor de não estar com mais alguém, que nos aprove, que nos contorne e que nos diga para onde ir é cada vez maior. Já é pouco o que nos comove, porque não queremos mostrar o que realmente estamos a sentir.
Nunca estivemos tão acompanhados e nos sentimos tão sós.
Estamos sempre a esquecer que não estamos sozinhos e que há uma companhia em ternos só a nós.