Imaginação

A Ciência e o pensamento podem mudar tudo. Por isso, a nossa arma mais eficaz contra o mundo é a imaginação. Qual é o significado sem igual da imaginação? Qual o seu poder? De que forma, a imaginação combina a Ciência e outras práticas que permite criar uma narrativa essencial para a nossa compreensão do passado, do presente e do futuro?

Não sei se ou não devemos pensar contra o mundo. Ele não é nosso inimigo e devemos tentar adaptarmo-nos a ele, mudando-o. Aliás, desconfio que não há só um mundo. Existem vários mundos, tantos como pessoas, espaços e, às vezes, existem vários mundos imaginados numa mesma pessoa.

E talvez haja mundos com que não concordemos, mas, se existem, é melhor deixá-los quietos, porque a alguém servirá. Até as moscas varejeiras têm função no mundo, matar micróbios.

A ciência e o pensamento terão ambas também muita imaginação. Se o homem não sonhasse/imaginasse, pensava pior em termos científicos, ou como dizia Sebastião da Gama, “pelo sonho é que vamos”.

Aqui põe-se a oposição que a teoria põe entre a o sonho e a realidade. Pensamento e ciência versus sonho e imaginação, mas, na prática, nada disto fará sentido: cada um será coisas estudadas e pensadas pela ciência como também nesses estudos entrarão sonhos e pensamentos imaginados e inconscientes.

A imaginação permite-nos sair daqui e voar para amanhãs ou ontens, túneis ou céus longínquos, invernos ou neves, outonos ou bolotas com castanhas a assar no passado. É poderosa, permite-nos galgar cercas e transformar vontades, quando ela é científica alarga sensos comuns e inexperiências sem tempo. Também pode ser muito prática e do aqui e do agora.

A imaginação não deve estar contra o mundo, deve nascer em qualquer pessoa, criança, velhote, bebé, jovem e/ou adulto, nascer e soltar-se. É maior ou menor consoante a pessoa ou pessoas vivam com mais ou menos imagens, ela alimenta-se dos caminhos e da forma de olhar os interiores.

Creio que no mundo, hoje em dia, com mais gravuras, viagens, memórias, cinemas, histórias e eteceteras há mais imaginação.

A Ciência e o pensamento são alimentadas pela imaginação. Não sei bem onde se separam uns dos outros…

O futuro só pode ser imaginado, porque realmente não existe (ou existe encenado nas nossas cabeças) e o presente passa num ápice. O passado é recordado com valor acrescentado para o bem ou para o mal conforme tenha significado melhor ou pior, mas isto digo sem conhecimento científico. A recordação é sempre egocêntrica/narcísica.

A imaginação é formada por outras imagens, hoje em dia, em grande parte à conta da televisão e do cinema.

Sabemos que, no hemisfério norte, há gelo, há bonecos de neve, ski, lutas de bolas de neve, iglôs e, no hemisfério sul, há sol e vive-se mais a praia e o mar, surf, windsurf, bronzeados, fatos de banho, ondas.

Há imaginação e conhecimento feitos por notícias, fazendo um bocado sempre um apanhado geral do espaço maior. Não se pode dizer que isto é aquilo. Por exemplo, o Brasil ou a América do Sul é quente e as populações são alegres e abertas, ou que a Alemanha e o norte da Europa é frio e as populações mais introvertidas. Tanto num caso, como no outro, isso pode ser maioritariamente verdadeiro, mas não totalmente.

Por cá, por Portugal, acreditamos conhecer baseados na falácia que Portugal é Lisboa e o litoral… Como há mil formas de isto ser mal-entendido. Há muitos espaços e lugares neste país agradáveis e gostosos de conhecer.

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