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A perspectiva do copo

A forma como escolhemos enfrentar os desafios na nossa vida, definem o modo como nos posicionamos perante os obstáculos que vão surgindo. Uma postura otimista olha para o copo e diz que está meio cheio, um pessimista olha para o mesmo copo e vê que está meio vazio. O mesmo copo, com a mesma quantidade de liquido é passível de ser interpretado de duas maneiras.

Provavelmente dependendo do momento de vida que estivermos a passar, vamos ver o copo ou meio cheio ou meio vazio, sendo que o meio cheio representa uma quantidade de possibilidades que se apresentam para lutarmos por aquilo que acreditamos e alcançar o que pretendemos, enquanto que o copo meio vazio perde-se pelo peso e pela demora penosa em conseguirmos fazer o que temos a fazer e como alguns processos podem ser longos e por conseguinte desmotivantes! A forma como enfrentamos a vida, oscila entre estas duas variantes, entre os momentos em que enfrentamos o que for e o que vier de forma positiva e com ganas para dar a volta ou nos deixamos vencer pelo cansaço, pela desilusão e a descrença por acharmos que nunca vamos conseguir ultrapassar o obstáculo.

A escolha é sempre nossa. Mesmo quando as coisas são extremamente difíceis e muito complicadas de lidar, podemos escolher vê-las de uma forma positiva ou negativa, a opção é real e existe. Diz-me a experiência que é mais fácil deixarmo-nos ir pela melancolia da tristeza, é como se nos embalasse, ficamos por ali aninhados em dor e sofrimento a aguardar que passe. Por outro lado, mantermo-nos positivos perante a adversidade é duro, é enfrentarmos o furação de frente e metermo-nos lá dentro, lutarmos com todas as nossas forças para nos mantermos de pé. Lutamos não só por um objetivo concreto mas também contra nós mesmos, contrariamos uma tendência natural para nos resguardarmos da tempestade em vez de a enfrentarmos.

Mesmo quando achamos que não conseguimos e no primeiro impacto, deixemos que o negativismo ocupe todo o espaço, quando nos predispomos para dar a volta à situação, a força dessa decisão acaba por munir-nos de um ímpeto lutador praticamente inabalável! Quando nos concentramos na nossa dor sofremos, se nos focamos na lição que dai podemos retirar, aprendemos e evoluímos.

Na verdade, o copo meio cheio ou meio vazio abre caminho para uma qualquer possibilidade.

A opção é sempre nossa, a escolha é sempre nossa. E vocês, como preferem ver o copo?

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Sofia Cortez

Sofia Cortez (1978, Lisboa) marketeer por acaso, escritora em desenvolvimento e artista por vocação. Não existe uma linha condutora para a criatividade, só a vontade de criar. Entre os seus trabalhos estão uma Exposição de Croquis de Moda realizada 97 no Espaço Ágora, curso de desenho na Sociedade de Belas Artes em Lisboa, a participação em feiras de artesanato com o projeto: Nomes em Papel para crianças, um livro editado em 2018 “Devemos voltar onde já fomos felizes”, várias participações em coletâneas de autores em poesia e conto, blogger no blog omeuserendipity.blogspot.pt, cronista, observadora, curiosa com o mundo e aprendiz de todos os temas que permitam o desenvolvimento humano.

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