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A perspectiva do copo

A forma como escolhemos enfrentar os desafios na nossa vida, definem o modo como nos posicionamos perante os obstáculos que vão surgindo. Uma postura otimista olha para o copo e diz que está meio cheio, um pessimista olha para o mesmo copo e vê que está meio vazio. O mesmo copo, com a mesma quantidade de liquido é passível de ser interpretado de duas maneiras.

Provavelmente dependendo do momento de vida que estivermos a passar, vamos ver o copo ou meio cheio ou meio vazio, sendo que o meio cheio representa uma quantidade de possibilidades que se apresentam para lutarmos por aquilo que acreditamos e alcançar o que pretendemos, enquanto que o copo meio vazio perde-se pelo peso e pela demora penosa em conseguirmos fazer o que temos a fazer e como alguns processos podem ser longos e por conseguinte desmotivantes! A forma como enfrentamos a vida, oscila entre estas duas variantes, entre os momentos em que enfrentamos o que for e o que vier de forma positiva e com ganas para dar a volta ou nos deixamos vencer pelo cansaço, pela desilusão e a descrença por acharmos que nunca vamos conseguir ultrapassar o obstáculo.

A escolha é sempre nossa. Mesmo quando as coisas são extremamente difíceis e muito complicadas de lidar, podemos escolher vê-las de uma forma positiva ou negativa, a opção é real e existe. Diz-me a experiência que é mais fácil deixarmo-nos ir pela melancolia da tristeza, é como se nos embalasse, ficamos por ali aninhados em dor e sofrimento a aguardar que passe. Por outro lado, mantermo-nos positivos perante a adversidade é duro, é enfrentarmos o furação de frente e metermo-nos lá dentro, lutarmos com todas as nossas forças para nos mantermos de pé. Lutamos não só por um objetivo concreto mas também contra nós mesmos, contrariamos uma tendência natural para nos resguardarmos da tempestade em vez de a enfrentarmos.

Mesmo quando achamos que não conseguimos e no primeiro impacto, deixemos que o negativismo ocupe todo o espaço, quando nos predispomos para dar a volta à situação, a força dessa decisão acaba por munir-nos de um ímpeto lutador praticamente inabalável! Quando nos concentramos na nossa dor sofremos, se nos focamos na lição que dai podemos retirar, aprendemos e evoluímos.

Na verdade, o copo meio cheio ou meio vazio abre caminho para uma qualquer possibilidade.

A opção é sempre nossa, a escolha é sempre nossa. E vocês, como preferem ver o copo?

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Sofia Cortez

Licenciada em Comunicação Empresarial pela Escola Superior de Comunicação Social de Lisboa, mestre em Publicidade e Marketing sobre o tema: “As bandas como marcas que constroem os novos mitos: o caso dos THE DOORS e uma pós-graduação em Marketing Management pelo ISEG. Autora do Blog e da página de Facebook: omeuserendipity e do livro: “Devemos voltar onde fomos felizes” de 2018 pela Editora Cordel D’Prata. Apaixonada por palavras, textos e livros e tudo o que faça a criatividade mexer e construir coisas novas! Imperfeita, desajeita, chata e cabeça dura.Profunda, taciturna e pensativa mas incapaz de fingir. Aquela que atende uma chamada a qualquer hora. Que tenta a todo o custo não deixar mensagens por responder. Silenciosa mas cheia de vida. Capaz de amar as pessoas mais improváveis e de chorar com as situações mais inusitadas.

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