“Sinto-me como se carregasse o mundo nos ombros…”

Quantas vezes já ouvimos esta frase da boca de alguém? E quantas vezes já nos passou pela mente? Talvez mais do que gostássemos de admitir, se pensarmos bem.

Vivemos numa época em que a vida deixou de ser uma caminhada – que nos permitia ir desfrutando de todos os momentos e experiências – mas, sim, um sprint. A informação persegue-nos à velocidade da luz, a sociedade impõe-nos um novo conceito de produtividade que se centra em cumprirmos todas as nossas tarefas para ontem e, agora, mais do que nunca, parece difícil conectarmo-nos com aquilo que nos rodeia.

Se ousarmos ceder à pressão e procurar um momento de descanso, corremos o risco de sermos postos de lado e substituídos por outra alma cansada, mas que não cedera ainda. Parar é o sinal de fraqueza máximo, que devemos evitar a todo o custo.

E por isso damos por nós muitas vezes exaustos, perdidos e desmotivados. Sentimos que carregamos o mundo às costas e não tiramos qualquer prazer desta nossa passagem por este mundo. No entanto, existem pequenas mudanças que podemos fazer na nossa rotina que podem ajudar-nos a diminuir este peso e a reconectar-nos connosco mesmos.

  • Organiza o teu tempo de forma que tenhas um tempo para ti: O trabalho é importante. A vida familiar e social é importante, mas igualmente importante é teres um tempo para ti. Muitas vezes, um momento a sós connosco pode ser o suficiente para repor as nossas energias e mudar a nossa perspetiva. Arranja sempre um momento – sejam 10, 20 ou 30 minutos – para te dedicares a ti e a algo que gostas de fazer, seja isso ler, fazer exercício, ou simplesmente estar em silêncio contigo mesmo. Faz toda a diferença.
  • Não te isoles, procura rodear-te de pessoas que te querem bem: A azáfama do dia-a-dia facilitam muito o isolamento, sobretudo quando os únicos contactos que temos se limitam à nossa vida profissional. Não descartes os teus amigos e a tua família, pois eles oferecem-te o apoio emocional que necessitas em situações mais caóticas. Mantem o contacto, organiza encontros ocasionais e diverte-te com aqueles que gostam de ti!
  • Cuida do teu corpo: Quando a nossa vida começa a ficar caótica, é muito fácil começarmos a negligenciar o nosso corpo e a nossa saúde. É essencial fazer um esforço para manter alguns cuidados essenciais que nos podem proteger de consequências desagradáveis no futuro. Todos nós sabemos que hábitos saudáveis devemos ter, mas o difícil é pô-los em prática quando o tempo é curto. Mas o tempo não é desculpa! Beber água, manter uma alimentação equilibrada e praticar algum tipo de atividade física são mantras essenciais do bem estar e muito fáceis de encaixar em agendas preenchidas – basta querer!
  • Procura ajuda: Por vezes o nosso esforço e o apoio da nossa rede de contactos não são suficientes. Nestas alturas, é importante pedir ajuda. Não há nada de errado em recorrer a algum tipo de apoio psicológico (de que forma for, da mais científicas à mais esotérica), muito pelo contrário! É um ato de autocuidado que devemos a nós mesmos em prol do nosso bem-estar.

Lembra-te: não pisamos a terra para chegar à meta, mas sim para desfrutar da caminhada. Não deixes que o tamanho do mundo te assuste e te domine. Cuida de ti, vive com calma e… aproveita!

Nota: este artigo foi escrito seguindo as regras do Novo Acordo Ortográfico
Share this article
Shareable URL
Prev Post

PNL

Next Post

Novas tradições de Natal

Deixe um comentário

O seu endereço de email não será publicado. Campos obrigatórios marcados com *

This site uses Akismet to reduce spam. Learn how your comment data is processed.

Read next

Mil eus

Dentro de mim, tal como em qualquer outra pessoa, existem alguns eus diferentes. Um eu doce, ainda criança, que…

Aventura(s) na Lousã

Na verdade, foram duas (ou três, ou até quatro, conforme a lente com que filtre o passado) as “Aventuras na…