FLAG DAY. Dias Perdidos

Release do filme Flag Day – O dia da bandeira, ou na tradução não literal, Dias Perdidos.

Em exibição em salas de cinema do país, chegou a Portugal a 7 de Outubro de 2021.

Considero-me alguém com interesses variados e, cuja cultura geral, depende desses mesmos interesses e vontade em os aprofundar. Sempre fui uma auto-didacta e tenho por hábito o auto-estudo, como primazia para a compreensão do ser e do ambiente que me rodeia.

Porém, claro, conscientemente reconheço que nem todas as temáticas são exploradas de modo a ter um know-how capaz de as debater.

É assim no mundo do cinema e da televisão. Estou um pouco aquém e, assumo um déficit de conhecimento cinematográfico ou televisivo, incapaz de suportar com rigor o desafio de escrever sobre filmes ou séries da TV. Uma ingénua vontade para uma certeza dúbia.

Desta forma, aceita-se toda e qualquer crítica a este texto como assertiva forma de aprendizagem, pois será em modo informal, pessoal e emotivo a textualidade desta opinião, prescrevendo a razão na maior parte do seu conteúdo.

Quisera ter assistido ao filme de que vou falar; que, com todo o drama que têm as estórias baseadas em factos reais, provocando já por si uma certa emoção naqueles que o visionam; simplificar-se-ia o acto de escrever e fosse vincado através duma vivência individual passível de ser personalizada. Como todo o conhecimento registado será sempre erróneo, na medida em que é único, e o que for apreendido ou assimilado por quem ouvir ou ler depender da sua própria vivência e interesse, tentarei, ao máximo através da pesquisa sobre o título e da observação do trailer oficial, ser o mais objectiva e registar os factos mais importantes para os aliciar a ver este filme.

“Os momentos especiais da infância são como contos de fadas.

E nos meus, o meu pai era o príncipe.”

personagem de Jennifer Vogel no filme, interpretada por Dylan Penn

Flag Day – Dias Perdidos, foi um dos filmes selecionados para o 74º Festival de Cannes, em Julho último, conta a história, na perspectiva e visão cinematográfica do seu realizador, Sean Penn, adaptada através das memórias de Jennifer Vogel, no seu livro Flim-Flam Man: A True Family History, de 2004. Uma filha que adora o pai, John Vogel, criminoso americano, preso em 1995, um dos maiores e mais céleres falsificadores dos EUA, por ter impresso e falsificado acima de 20 milhões de dólares.

Em uma manhã gelada de inverno em 1995, Jennifer Vogel abriu o jornal e leu que o seu pai havia fugido. John Vogel, cinquenta e dois anos, foi preso por falsificar sozinho quase US $20 milhões em moeda dos EUA – a quarta maior quantia já apreendida por agentes federais – e então libertado enquanto aguardava o julgamento. Embora Jennifer não falasse com o pai há mais de quatro anos, a polícia suspeitou que ele poderia aparecer em seu apartamento em Minneapolis. Ela examinou as sombras do lado de fora de seu prédio, pensou tê-lo visto no supermercado e no ponto de ônibus. Ele simplesmente desapareceu.

Enquadrado em torno dos seis meses que seu pai iludiu as autoridades, memórias de Jennifer documenta a perseguição policial – vigias, testes de detector de mentiras, até mesmo um segmento sobre mistérios não resolvidos – e vividamente narra sua infância tumultuada enquanto examina o legado de seu pai. Um criminoso ao longo da vida que roubou bancos, incendiou edifícios, enganou investidores e até planejou assassinato, John Vogel também foi um sonhador infeliz que escreveu um romance, assou tortas de merengue de limão e levou sua filha de dez anos para ver Rocky num teatro vazio na véspera de Natal. Quando chegou a hora de aprovar suas notas falsas, ele as gastou no Wal-Mart* por motivos políticos.

Seleccionando memórias, álbuns de fotos, documentos públicos e entrevistas com um punhado de pessoas que conheciam o verdadeiro John Vogel, este é um retrato psicológico íntimo e intensamente comovente de uma figura carismática e grandiosa – como contado pela filha que quase seguiu os seus passos.

 

 

 

No elenco do filme e, a contracenar pela primeira vez, temos o papel dum pai, Sean Penn e da sua filha, Dylan Penn, a interpretar um pai, John Vogel e a sua filha, Jennifer Vogel.

 

 

 

“O raio do mundo até pode explodir mas eu estarei aqui para ti”

personagem de John Vogel no filme, interpretado por Sean Penn

Até onde vai o amor de um pai? Até onde vai o amor de uma filha?

Até onde vai a normalização do mal, tendo por justificação o “amor”, na óptica de quem o pratica e a banalização das acções, não éticas, padronizadas e aceites como normais e comuns na nossa sociedade?

Se sentirem que estas palavras não são suficientes para ir ver este filme, deixo-vos com o link para o trailer de Flag Day, confirmando ou não a veracidade das palavras que ficam registadas. Que, com toda a certeza é um convite a ser visto. https://mubi.com/pt/films/flag-day/trailer

*Wal-Mart - Walmart, Inc., (Wal-Mart até 2008) é uma multinacional estadunidense de lojas de departamento. 
A companhia foi eleita a maior multinacional de 2010.    
in Wikipédia
Nota: este artigo foi escrito seguindo as regras do Antigo Acordo Ortográfico
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