Cake

Um drama liderado por Jennifer Aniston, uma mulher que sofre de dor crónica e que luta diariamente contra as cicatrizes do seu passado.

Claire Simmons (Jennifer Aniston) está em sofrimento. Tanto a nível de dor física, como a nível emocional. Os seus dias arrastam-se, perdeu a esperança que algum dia vá recuperar. É uma mulher rabugenta, inapropriada, diz o que pensa, sem se importar com os sentimentos dos outros. Isola-se na sua própria solidão. Afastou-se do marido, amigos e família. Agora apenas Silvana, a sua empregada doméstica, a ajuda em momentos de crise. Aturando os seus devaneios, provocados pelo excesso de medicação e álcool. No entanto, a sua vida inesperadamente muda, quando começa a ter alucinações com o fantasma de Nina. Uma jovem, que mal conhecia do seu grupo de apoio, que recentemente se suicidou. Fascinada com a morte e com a procura de respostas para os seus problemas pessoais, Claire conhece o viúvo de Nina, Roy, com quem começa a desenvolver uma inesperada relação.

Neste filme realizado por David Barnz, assistimos aquela que é das melhores interpretações de Jennifer Aniston. A menina engraçada de F.R.I.E.N.D.S. tornou-se dramática. Em Cake, Aniston teve a oportunidade de provar a sua pluralidade como actriz. Não lhe valeu a nomeação para os Óscares, mas quase, sendo a sua ausência das mais notadas. Outros actores também se destacam, como Felicity Huffman, totalmente irreconhecível como a coordenadora do grupo de apoio, Anna Kendrick, e ainda Sam Worthington, totalmente diferente do que estava em Avatar (2009).

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Quando as cicatrizes do passado refletem-se no presente

Assistir ao filme Cake é intenso e, sendo um filme com pouco orçamento e meio indie, simpatizamos com a história e acreditamos que a felicidade ainda é possível. Com uma mensagem forte, em que nada pode mudar o passado e, por muito que nos magoe, temos de ter forças para conseguir continuar a viver. A recuperação é apenas conseguida por nós próprios. De maneira realista, David Barnz apresenta-nos um filme que não é apenas sobre dor crónica, mas sobre uma mulher a tentar “enfrentar os seus próprios demónios”. Cada passo que dá é hesitante e sempre cheio de dúvidas, mas necessário.

Cake foi filmado em tons neutros para o espectador sentir o impacto do estado depressivo e insatisfeito de Claire. Cores mais alegres e vivas não são permitidas no filme. Concluindo, elogio novamente Jennifer Aniston, que convenceu o público com a sua interpretação. Com um humor negro e uma história emocionante, acompanhamos o desenvolvimento inesperado das personagens.

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