Somar ou diminuir?

Várias pessoas passam por nossa vida, mas poucas permanecem – seja em memórias, seja em convívio. 

Pessoas que realmente dão sentido aos nossos dias e chegam para somar, são quase raras. Como nos proteger de pessoas que, em vez de nos reforçarem, nos consomem? 

A energia não mente. Intuição e sexto sentido também não! 

É fundamental observarmos com quem interagimos e quem nos cerca. Não que sejamos melhores do que os outros, mas há uma questão de mesma vibração que importa para podermos estar em sintonia – ou não.  

Quando jovens, normalmente pensamos que ter muitos amigos é sinónimo de sucesso e com a idade – dentro de outros benefícios – nos traz a certeza de qualidade importa mais do que quantidade. 

Mas por vezes, a vida nos engana. Ou a nossa insistência de acreditar que tal convívio possa ser bom, nos faz protelar um afastamento e deixa de ser sadio o contato. Os sinais são evidentes, mas pode ser mais facilmente notado por quem está de “fora” da situação. 

Se você abrir mais o seu campo, poderá observar que as pessoas que agregam, fazem com que, após passar tempo com elas, sente-se energizado, mais positivo e animado. São daqueles dias que encontramos ou só falamos por telefone, ou mensagem, que seja, mas bastam para “recarregar”.  

São aquelas que estimulam o seu crescimento, torcem pelas suas conquistas de forma genuína. Celebram de verdade as nossas vitórias, disponibilizam apoio sincero e contínuo e incentivam nossos planos, sem espaço para qualquer grau de ciúmes e muito menos competitividade.  

Não há rivalidade. Há parceria! E das sinceras. 

Há também reciprocidade: em tempo disponibilizado, em atenção, cuidado e carinho. Não há dividas emocionais ou sensação de esgotamento. Há liberdade! 

O nível de confiança e autenticidade, leveza e clareza, caminham lado a lado. Há segurança! 

Se importam com o que falamos. Nos ouvem a sério e sem aquela ideia de só concordar e querer que a conversa acabe o quanto antes. Tem os ouvidos abertos e a mente atenta a você. Validam nossos sentimentos com interesse. Há compreensão! 

Mas existem aquelas pessoas, em contraste total com as que agregam. Aquelas que não contribuem positivamente, interferindo diretamente com o nosso mental e emocional, como se sugassem a nossa energia, nos deixando em total exaustão.  

São aquelas com o poder de nos deixar desvalorizados após o contato, seja esse constante ou aleatório.

Nos sugam: o humor, o bem estar, disposição e podemos os chamar de vampiros de energia.  E como podemos nos proteger desses sugadores?  

O primeiro passo é a auto blindagem. Existem inúmeras dicas envolvendo vertentes espirituais, comportamentais e teorias diversas. Com indivíduos tóxicos precisamos, por mais que nos custe, dependendo de quem sejam, estabelecer limites. 

Precisamos mesmo ser firmes e objetivos, nos respeitando e valorizando sobre o que é aceitável. A colocação de uma barreira imaginária quando convivemos com pessoas assim é primordial. Aprender a dizer “não”- dentro do possível, educadamente – é o primeiro passo. Mas acredite e ouça sempre a sua intuição, os sinais e “sintomas”. 

 Se estiver em um ambiente, um acontecimento ou em convívio com uma pessoa que lhe cause desconforto, observe. Esteja atento! 

Se lhe traz ansiedade ou qualquer outra sensação desagradável, esteja atento! Pode ser o seu alarme interno apitando. 

Dependendo de quem seja, é mais difícil cortar laços. Pode ser família, alguém do trabalho ou alguém que fique mais complicado se afastar – apesar de que às vezes pode ser mesmo necessário.

Sua sanidade mental e preservação em primeiro lugar! Mas se não conseguir ou não for mesmo possível, tente buscar estratégias de proteção. 

Reduzir, por exemplo, o tempo de contato e de exposição, consequentemente, com a pessoa ou ambiente que mexem consigo.

Busque focar em si próprio. Se priorize! Invista em você, na sua energia, nos seus propósitos. A sua fortaleça depende de si. Depende dos seus pensamentos e do que lhe cerca.  

A responsabilidade é sua! Quanto mais focado estiver, menos será exposto à negatividade existente. 

Quando julgar necessário, fale. Exponha o que não agrada, fale abertamente e caso não resulte, afaste-se! Se não há respeito por o que você expõe, não há tolerância. 

Você primeiro. Não esqueça. 

Isso não é egoísmo ou egocentrismo. Isso é prioridade. 

Se você não fizer por você primeiro, ninguém mais vai fazer! 

Cuide de você e de quem você se sente bem. Reforce e cuide dos laços que julgue serem somativos. Normalmente você já percebe de primeira quem é que deve estar nos seus planos, no seu convívio, nas suas partilhas e na sua vida. 

O autocuidado é um ato de coragem e persistência, para afastarmos o que não nos faz bem e atrair o que e quem queremos perto.  As escolhas são suas.

E nunca esqueça: se priorize! 

Nota: Esse texto foi escrito com as normas de português do Brasil.

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