Olá Vida!

O Verão ainda está para ficar e com ele o sol que aquece e sabe a todos tocar com alguma mestria e vontade de reinar. Ele comanda a Terra e tudo depende de si. Tal como a água, que é a fonte da vida e refresca nos dias de muito calor. Uma mistura de átomos e que resulta numa enorme complexidade.

Assim é a vida que todos os dias se renova. É como se o botão de recomeçar estivesse avariado e tudo voltasse ao ponto de partida. O que foi dito não pode ser retirado, mas as acções podem ser melhoradas e o perdão, aquele tão poderoso sentimento, consegue humanizar as relações e justificar, ou não, o passado e o peso que este possa acarretar.

Somos humanos e por isso imperfeitos. Buscamos razões para viver, motivos que nos permitam continuar as jornadas duras e infindáveis que possam surgir. O mote, o que nos impele, nem sempre é fácil de escutar, de entender qual a tarefa que delineou para cada um e o modo como quer que a mesma seja executada.

São dias de frenesim onde o medo tomou conta de uns quantos e a indiferença de outros. Continuamos de costas voltadas, mas os motivos agora são outros. O egoísmo ganhou terreno e só se pensa em si. Quantos ficam encerrados em paredes de papel quando querem sair? Quantos morrem dentro de si por não saberem soltar o grito preso?

Quem não sabe viver é porque já morreu e ainda não deu conta. Há que voltar a abraçar a vida de forma intensa e fresca, tal como ela merece e precisa de ser vivida. O mundo renova-se e a Primavera, não a estação do ano, mas sim a vontade de ser sempre aventureiro, continua a amadurecer. Todos os dias o sol nasce e com ele a esperança de que tudo será fantástico.

Há os que tombam com palavras e os que se aguentam com as acções. É preciso que a garra não se perca e que a alma, aquilo que cada um tem de seu e único, continue a brilhar como se o diamante que representa, nunca mais estivesse lapidado e voltasse à forma selvagem.

Viver é uma arte e nem todos sabem qual o pincel que usar. Uns tocam as melodias de si e outros sabem ler pautas de fascinar. Os que escrevem juntam letras, palavras e frases. Os que desenham contam as histórias que são doces e ternas. Os apaixonados sussurram promessas de amor e as borboletas, com asas de sonho, voam em céus que cada um pinta com as suas vontades e os seus quereres.

A aventura de viver não para de acontecer e chama por aqueles que, sem receio nem preconceitos, sabem como acudir ao chamamento, que escutam com os sentidos em riste, quando a natureza volta a ser primordial e o ser humano o animal racional.

Share this article
Shareable URL
Prev Post

Ser mulher e outras formas de cair

Next Post

A importância dos Microbiomas humano e vegetal

Deixe um comentário

O seu endereço de email não será publicado. Campos obrigatórios marcados com *

This site uses Akismet to reduce spam. Learn how your comment data is processed.

Read next

Perder um Amigo

Como é que se perde um amigo? Falo de uma perda de amigos vivos, falo do fim da amizade, de uma árvore seca, sem…

Um mar de autenticidade

Numa altura de frisson, de alarido quanto aos limites e barreiras daquilo que se pode dizer, importa esclarecer,…