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O que fica quando cai a máscara?

Todos somos uma representação. Mostramos aos outros aquilo que queremos e quando queremos. Agimos consoante as situações ou circunstâncias. Mas e quando a máscara cai? O que é que fica?

Cada indivíduo tem características diferentes. Características que se vão revelando ao longo do tempo. No fundo, o que todos fazemos é mostrar aos outros um conjunto de características pelos quais somos reconhecidos. No entanto, elas não nos definem por completo fazendo com que usemos uma espécie de máscara. Nessa máscara escondemos aquilo que não queremos que os que nos rodeiam vejam. Mas a máscara cai. Num momento de fraqueza, acaba por cair. E depois disso…. O que fica?

O que ocultamos não tem de ser necessariamente mau. Por vezes, ocultamos apenas as nossas fragilidades utilizando uma máscara que transmite força. Nem sempre somos nós próprios. Por vezes, fingimos um sorriso ou um abraço. Controlamos impulsos, fazemos sacrifícios e optamos por mostrar que está tudo bem mesmo quando não está. Esta realidade mostra que todos, sem excepção, usamos máscaras. Porque todos ocultamos alguma coisa uns aos outros. Seja um erro do passado ou simplesmente uma característica da nossa personalidade.

Há quem associe o cair da máscara a algo mau. Mas nem sempre é assim. Por vezes, o cair da máscara revela alguém ainda melhor do que pensávamos. Porque as máscaras não são apenas usadas para tapar o que de menos bom temos dentro de nós. Alguns usam-nas para esconder coisas boas, para que essas coisas não lhes sejam retiradas. Quando mostramos tudo de nós é mais fácil sermos atingidos pela maldade humana. E quebramos. E a máscara serve exatamente para isso: protegermo-nos.

A metáfora da máscara sempre foi muito usada. No entanto, uma grande percentagem da população diria que, quando esta cai, ficam as coisas más. Discordo. Há momentos em que o cair da máscara revela o que está por detrás de um coração de gelo ou de uma mente perversa. Mas até isso acontecer, quem a usa carrega um fardo. Mostrar aos outros aquilo que queremos que vejam de nós é cansativo.

Talvez o segredo não seja a pessoa deixar a máscara cair. Talvez seja nossa obrigação ver o que está por trás da máscara.

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Cátia Barbosa

Dizem que sou sonhadora. Gosto de sonhar acordada mais do que quando estou a dormir. Prefiro o som às imagens e a natureza aos ecrãs. Acredito em magia, em sonhos que se realizam e em tudo aquilo que não se vê com os olhos. O amor move-me e foi ele que me levou às palavras. A licenciatura em Jornalismo e Comunicação tirou-me qualquer dúvida sobre aquilo que quero fazer na vida. E o amor pela rádio só veio aumentar essa certeza.

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