Crónicas

O dia em que me apaixonei… por uma gatinha

Nunca tive um gato ou um cão. Sempre vivi em apartamentos e, por isso, tinha os habituais canários ou peixinhos vermelhos. Conforme ia ficando mais velha, a minha necessidade de ter um animal de estimação de quatro patas aumentava. Aqui em casa sempre houve alguma resistência em relação ao assunto de ter animais, mas eu não sou rapariga de desistir facilmente.

Primeiro, pensei em ter um coelho-anão e ia dar-lhe o nome de Pompeu, ou Pompeuzinho, mas os meus pais não acharam muita piada. Entretanto, apareceu um gatinho no meu terraço e eu fiquei logo entusiasmada. Tentei ver através do Facebook se era de alguém, mas não obtive resposta. No dia seguinte, desapareceu. Não sei bem porquê, mas fiquei triste, então, nos dias seguintes fiquei a pensar em como seria ter um gatinho a viver cá em casa. Comecei a procurar no OLX gatos para adoção e ainda contactei uma rapariga que estava a dar alguns gatinhos, mas depois lembrei-me que em Vale de Cambra também deveria haver pessoas que tivessem gatinhos para adoção.

Na segunda-feira, dia 24 de setembro, tive a feliz ideia de ir a uma loja de rações e animais e mal olhei para a vitrine onde estava duas gatinhas para adoção, soube logo que aquela mais pequenina e mais curiosa seria a minha gatinha. Trouxe-a para casa dentro de um caixote de papelão e ela miava, miava assustada e punha as garras de fora vezes sem conta. Fiquei com peninha dela, mas, na verdade, eu não tinha razão para tal, pois não? Quando entrei na minha cozinha, pousei o caixote e ela saiu um pouco receosa e aos poucos começou a cheirar por onde passava. Como estava num local desconhecido, escondeu-se debaixo da mesa da cozinha e por lá ficou algum tempo.

Comecei a ver no telemóvel nomes para lhe colocar e fiquei indecisa entre dois. Olhei para ela e os seus olhinhos pequenos azuis, cor do mar, deram-me logo a certeza – Dolly. A minha pequena Dolly que faria parte do meu lar, ou seria também ela o meu lar?

Num instante, percebi que mais do que a sorte que lhe dei ao partilhar com ela uma casa e uma família, quem foi a grande sortuda fui eu, por conhecer o amor incondicional de um animal e poder viver essa experiência tão reconfortante.

Porém, ela tornou-se numa belíssima traquina e, por isso, eu renomeei-a, atribuindo-lhe mais um nome: Roleta. E foi assim que eu, que não fazia ideia do que era o amor de quatro patas, me apaixonei perdidamente por uma bolinha de pêlo chamada Dolly Roleta.

Liliana Albergaria

Gosto de histórias desde que tomei consciência de mim própria e um pouco antes de começar a ler comecei a gostar de livros - e foi assim a minha vida toda. Sou uma rapariga muito comunicativa e por isso enveredei pela área do Jornalismo e da Comunicação. Através do Repórter Sombra, pretendo partilhar um pouco das palavras que voam na minha mente e saem pelos meus dedos. Fiquem comigo.

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