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Momentos

A felicidade é um estado de alma, que nos deixa bem connosco e com o mundo.

Ser feliz é permanecer mais tempo num estado de felicidade, do que num outro qualquer, mas quem é feliz pode também ficar num estado de tristeza e não ser um infeliz.

A tristeza é um outro estado de alma, que nos deixa apáticos, muitas vezes com vontade de chorar, por mágoa, saudade, frustração ou desilusão.

Contudo, são estes momentos que muitas vezes custam a passar e que têm muito peso na nossa vida. Não os podemos negar, nem fazer o que hoje em dia está muito em voga: ignorar a tristeza e não permitir que ela seja parte integrante na vida de qualquer um de nós.

É muito comum as pessoas recusarem-se o direito à tristeza/infelicidade em prol de uma vida oca, vazia de conteúdo e para alimentar a ilusão de uma falsa felicidade.

Se andarmos todos a rir e a demonstrar uma felicidade que não existe, a longo prazo, teremos graves problemas do foro psicológico. E isto, simplesmente, porque não é de todo natural oprimir aquilo que na realidade sentimos. Todos nós passamos por momentos maus, ou muito maus, e a melhor maneira de lidar com isso é a permitirmo-nos sentir.

Tal como não existe uma pessoa perfeita e tal como todos nós temos defeitos, também o que sentimos tem de ter uma vertente boa e outra má.

A felicidade, por outro lado, está em tanta, tanta coisa, que nos devíamos agarrar a ela e dar-lhe a importância devida, sem andarmos a rir que nem tolos, só para inglês ver, porque isso é um contra-senso neste mundo cheio de desgraças, egoísmo, falta de valores e de falsidade.

A felicidade não pode, nem deve estar, baseada numa vida fútil e de aparências, como cada vez mais parece acontecer por aí.

A felicidade está no ar puro, no cheiro da época, no orvalho, no mar, no sol, no luar, na chuva, no riso das crianças, no abraços e beijinhos dos filhos, no carinho dos animais, na comida na mesa, num duche saboroso, num serão em família, num abraço da pessoa amada, numa noite de amor ou, simplesmente, bem dormida, na melodia da música, no convívio com amigos, nos pormenores e na nossa resiliência.

A felicidade está na nossa capacidade de dar valor ao que temos, seja muito ou pouco. Seja o que queremos, ou o que podemos, e aceitar todos os momentos como uma coisa natural. Ninguém está sempre feliz, nem deve estar sempre triste.

O mais benéfico é haver um equilíbrio, uma aceitação dos maus momentos e um aproveitar, ao máximo, os bons momentos.

Assim se constrói uma vida.

Momento a momento.

Ana Marta

Ana Marta, nascida em Sintra a 22 de Abril de 1971 e mãe de 3 filhos, desde cedo revelou o seu interesse pela escrita e pela Literatura, começando por escrever pequenos poemas durante a adolescência, época em que estudava Literatura Portuguesa. Ávida leitora desde que aprendeu a ler, sempre consumiu livros dos mais variados géneros literários e escrevia, em diários, textos sobre o que o seu coração sentia. Algumas décadas mais tarde, viria a publicar num blogue intitulado "Inexplicavelmente", textos da sua autoria e que, mais tarde, atraíram milhares de seguidores na sua página de Facebook, atualmente "ANA MARTA". Em 2020, lança o seu primeiro livro "Inexplicavelmente".

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