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As mães dizem não à guerra

Dizem que as mulheres devem voltar ao que eram, mas quem o diz não tem dimensão suficiente do passado para saber sequer o que está a dizer. Riane Eisler mostra-nos em “O Cálice e a Espada” aquilo que já fomos num passado longínquo do qual estamos esquecidos, mas o qual mantém vestígios que têm sido o foco da resistência e segurança feminina durante milénios.

Dizem que um grupo de homens decidiu sair do armário. Não aquele armário de onde saem pessoas felizes por decidirem quem são e o gritarem ao mundo, mas um armário muito bafiento, cheio de mofo, que glorifica uma ditadura como se o mundo tivesse começado apenas há cerca de 100 anos. Não compreendem que a alegria dos outros não têm de os incomodar. Fechem as portas, fechem as janelas, deixem os outros em paz.

Há um grupo de pessoas que parece que não sabem o que é o amor, que não compreendem que se amamos abrimos a porta à morte e ao sofrimento. O não sentir é apenas uma escolha de quem não quer viver, por isso não nos vendam essa realidade que não a queremos comprar.

Essas pessoas dizem querer colocar tudo no lugar certo, mas o que é o lugar certo a não ser o universo, inconsciente da sua existência? Eu nunca quis que escolhessem um lugar para mim, toda a vida me rebelei a esta aceitação. Por isso ocupo o meu lugar indesejado pelos outros. Não quero que essa decisão pessoal seja retirada à minha filha, e a tantas meninas como ela.

Há pessoas que desejam uma guerra, para que os filhos dos outros (os nossos) lutem nela. Não vão ser ainda estas guerras atuais. Vai ser outra qualquer, já a ser travada, mas da qual ainda ninguém ouviu falar.

Contudo, só se calarem as mães é que os seus filhos vão à guerra.

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Livre-arbítrio

Comments 4
  1. As guerras são o tecido que compõe o planeta desde os primórdios dele mesmo.
    Até livros religiosos a contemplam. A bíblia, o alcorão, e tantos mais.

    O derrame de sangue em pradarias cinzentas.

    Vale lutar contra ela. Fazer guerra contra a guerra.
    Vale o grito e a recusa.

    Muito bom texto

  2. É cada vez mais atual e premente falar sobre a “guerra”. A exterior e a interior. Nenhuma guerra física ocorre sem os danos colaterais psicológicos. Gostei muito do texto.

  3. Um tema envolto numa panóplia de pesquisas e pelas quais me movo, atualmente.
    Não se devem postergar os sinais. Começam interiormente e andam escondidos muito tempo.
    Parabéns!

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