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ReportagemSociedade

Mal me quer – Por tudo e por nada

O relatório anual de estatísticas da Associação Portuguesa de Apoio à Vítima (APAV) do ano 2021 mostra que 76,8% das queixas recebidas correspondem ao crime de violência doméstica. Sendo que parte das vítimas são crianças e jovens.

1959 casos nesse ano, o equivalente a 38 por semana e 5 por dia, das quais 59% são do género feminino. É ainda referido que há relação de parentalidade com quem comete o crime.

As Histórias vividas no silêncio da Violência Doméstica

Leonor

Leonor*, actualmente com 50 anos, recorda como a infância foi marcada pela violência doméstica. “Ainda hoje fico ansiosa com gritos, reajo logo na defensiva e ataco verbalmente de volta a pessoa. As únicas pessoas com quem falava e pouco eram as minhas irmãs mais velhas que pouco ou nada faziam. Crescemos sem falar de sentimentos, nem emoções, nem dores. Hoje em dia, todos nós já o conseguimos fazer, mas ainda temos esse estigma na família. Falamos pouco sobre isso.”

Não havia dias marcados para a violência de que foi vítima, tanto física como verbal, mas recorda que as ocasiões e datas especiais eram acompanhadas de maus tratos, em particular no próprio aniversário.

Assume que as relações interpessoais eram más, devido à baixa auto-estima que a vivência lhe deixou. Tornou-a também, diz, numa pessoa fechada e pouco comunicativa, que procurava e tinha refúgio na comida.

Quem vê e lida com a Leonor no dia-a-dia, reconhece-lhe o lado brincalhão e sociável, uma capa criada para disfarçar tudo por quanto passou.

“Interiormente sou uma pessoa insatisfeita, incompleta e cheia de medos e traumas. Tenho ataques de pânico frequentes, medo de nadar, medo de conduzir. Vivo a minha vida condicionada com medos que disfarço e nego.”

Foram necessários anos de psicoterapia para aprender a lidar com tudo por quanto passou, chegando a afirmar que foi isso que a “salvou dos pensamentos e sentimentos e lutas interiores.” Recorda a frieza do pai, contando que não consegue ainda lidar com tudo o que se passou e só se permite falar abertamente sobre o assunto com a psicoterapeuta. Na família, cresceu sem falar sobre o que sentia, emoções ou dores.

Actualmente, Leonor é mãe e tenta fazer o melhor todos os dias com os filhos, contrariando a infância que teve, passando por “não comparar, não julgar, não exigir demais, não fazer o que os meus pais fizeram.”

Isabel

Isabel* teve também a infância marcada por maus tratos. “O meu pai batia-nos por duas razões: por tudo e por nada, principalmente quando estava bêbedo. Num dia, atirou-me contra a parede, noutro fez voar um sapato na minha direcção. É muito complicado falar sobre isto”, contou-nos emocionada.

Recordou as vezes que dizia na escola que tinha caído, para disfarçar. Ninguém podia saber. Fazia-se de forte, mesmo nas noites em que a cama amanhecia molhada com a sua própria urina.

“Eu não me continha. Tinha medo até de me levantar para ir à casa de banho. A minha mãe depois trocava os lençóis, enquanto eu ia para a aulas.”

Teve um percurso escolar mediano, “o suficiente para entrar no curso que sempre quis”. Escolheu ser assistente social, para poder acompanhar crianças que tivessem vivenciado situação semelhante. Percebeu, durante o estágio, que cada caso que acompanhava e com que lidava fazia reviver tudo o que viveu e acabou por desistir da licenciatura. “Não deixei o sonho para trás, isso nunca acontece. Percebi que era um pesadelo e deixei esse peso.” Dedicou-se ao voluntariado na causa animal e sente-se realizada com o que faz.

À semelhança de Leonor, também optou por fazer psicoterapia já em idade adulta. “Ajuda a desatar os nós e a arrumar as coisas. Eu tenho ainda muita desarrumação interior, mas, agora, já consigo identificar alguns gatilhos e tenho ao meu dispor ferramentas para lidar com isso.” Habituou-se a viver em constante dor e as cicatrizes nos braços são reveladores do que fez durante a adolescência. Isabel cortava-se.

“A dor física era precisa para não pensar na quantidade de insultos que ouvia. Era o meu próprio pai a chamar-me de vadia ou galdéria. E eu nem consegui ter namorado na adolescência, com medo que fosse igual ao meu pai.”

Só depois dos 25 anos é que se permitiu envolver-se sexualmente pela primeira vez.

“Os anos passam e eu vivo cheia de medos, incertezas e só o cheiro das bebidas alcoólicas remete-me imediatamente para a minha infância. É complicado… Há bebidas em quase todo o lado e estão associadas a diversão. Como é que me vou divertir, se a minha memória não me deixa esquecer as nódoas negras e cicatrizes que ganhei com isso?” Evita sair com os amigos. Foi diagnosticada com fobia social e não quer ter filhos.

Tomás

“Os meus pais nunca tiveram uma relação cordial, daquilo que me lembro. Viver como se fosse uma bola de ping-pong, é coisa que não se esquece”, recorda Tomás*, ao falar sobre a infância. Tinha 10 anos, quando os pais se divorciaram e a partir daí os gritos, a pressão e a alienação era constante. “Na altura não havia telemóvel, só telefone fixo. Eu ia de duas em duas semanas para o meu pai, ao fim-de-semana, e era tanto o que de melhor me acontecia como o de pior.”

Alguns dias antes dos fins-de-semana, a mãe repetia “quase até à exaustão, que o meu pai era mau, que não gostava de mim, que não me dava nada, que era um Zé-Ninguém e que eu nunca devia ser como ele.”

Com o divórcio, o rendimento escolar começou a decrescer, mas nenhum dos pais deu importância a esse facto. Acabou por ficar com rendimento medíocre, durante alguns anos, acabando por chumbar noutros. Fez a escolaridade obrigatória e de seguida foi trabalhar “para aquilo que dava e arranjava, eu queria era ganhar dinheiro para ter o meu cantinho e parar com o que vivia constantemente.” Começou por trabalhar a servir às mesas, passou por supermercados, call centers e foi num destes últimos que acabou por fazer carreira. Actualmente, é chefe de uma equipa de 23 pessoas. “Os mais novos, trato-os como se fossem meus filhos, quase. Estou sempre disponível para os ouvir e, assim, que noto que alguma coisa não está bem, sou o primeiro a perguntar no que posso ajudar.”

Afirma que a mãe queria mais importunar o pai do que cuidar dele próprio. Numa das vezes, deu-lhe uma tareia, porque escolheu passar o dia de aniversário com o pai. Acabou por não ir, para não contar o que tinha acontecido. “O meu pai sempre me tratou bem, nunca falou mal da minha mãe, nem falou do casamento. Hoje, percebo que as relações não são para durar para sempre, quando as pessoas não cuidam disso. Acabou por acontecer isso comigo e com a minha mãe. Fala-se muito de relações tóxicas e foi nisso que se tornou a que tenho com ela. Afastei-me.” Diz ainda que não sabe nada dela há anos e que não tem intenções de procurá-la.

Optou por nunca procurar ajuda profissional, porque “um homem não chora e eu consegui dar a volta às coisas sozinho ou acho que consegui.” Assume que, contrariando a sabedoria popular chorou bastantes vezes, mesmo depois de adulto. Reconhece que não sabe lidar com gritos ou exigências e crê saber reconhecer comportamentos de manipulação, do mesmo modo que identifica sinais de alerta em vítimas de qualquer tipo de abuso. “Nós damos sempre sinais, mesmo sem o percebermos.”

É pai divorciado de três filhos e faz tudo para garantir que há uma relação saudável entre ele e as ex-companheiras, evitando “que os filhos passem pelo mesmo. Seria muito irresponsável se não tivesse aprendido a lição, ainda por cima da pior forma.”

A Violência Doméstica na Infância em Portugal

A Comissão para a Cidadania e a Igualdade de Género (GIC) disponibiliza dois documentos que nos permitem saber identificar e como actuar em caso de violência doméstica na infância: um manual e um guia de intervenção. Relativamente às vítimas crianças e jovens, esclarecem que:

«Crianças expostas à violência doméstica refere-se a crianças que assistem, ouvem ou têm consciência da violência exercida por pai/mãe contra o/a outro/a. Maus-tratos a crianças, também denominado “abuso”, é um termo que se aplica à violência física, sexual, emocional e/ou negligência exercida sobre os/as filhos/as. Os maus-tratos físicos ou psíquicos, incluindo castigos corporais e ofensas sexuais praticados sobre pessoas particularmente indefesas em razão da idade (as crianças, por exemplo) constituem crime de violência doméstica.»

Tratando-se a violência doméstica “uma ofensa criminal, na qual é utilizada força ou ameaça de força física, psicológica ou sexual.”

De forma a que esta ao acesso de todos, a CIG deixa-nos a indicação de qual a forma de actuação por parte do Estado e de quais os sinais de alerta que carecem de atenção, entre outras:

  • “Mal-estar físico (dor de cabeça, dor de barriga);
  • Ansiedade com a separação (além do que seria normal para a idade da criança);
  • Dificuldade em dormir (medo de adormecer);
  • Comportamento agressivo crescente e sentimentos de raiva (infligir maus tratos físicos a si própria ou às/aos outras/os);
  • Preocupação constante sobre um possível perigo;
  • Perturbações alimentares;
  • Afastamento dos/das outros/as e das atividades;
  • Falta de interesse ou incapacidade de exprimir sentimentos sobre qualquer coisa;
  • Preocupação excessiva sobre a segurança dos entes queridos (necessidade de ver os irmãos ou irmãs durante o dia, perguntar constantemente pela mãe);
  • Dificuldade em escolher ou concluir uma atividade ou tarefa;
  • Alto nível de atividade, agitação física constante e/ou dificuldade em concentrar-se a níveis atípicos para a idade ou fase de desenvolvimento da criança.”

Esclarece ainda que existe mais que um tipo de violência:

  • Violência doméstica contra criança ou jovem;
  • Violência física;
  • Violência psicológica (emocional);
  • Violência sexual

A Ordem dos Psicólogos Portuguesa (OPP) destaca a relevância do papel dos familiares e comunidades, onde se encontram inseridas as vítimas, indicando que é possível a cada um de nós estar disponível para medidas propostas por profissionais de saúde, que passam por uma reeducação “dos pais, famílias, profissionais e público em geral, o desenvolvimento e utilização de parentalidade positiva”, assim como da implementação de “programas de promoção da Saúde Psicológica que visem aumentar os factores de protecção e diminuir os factores de risco para  a violência, a violência doméstica e o abuso sexual de crianças.”

Em Setembro de 2021, a dia 16, a CIG e a OPP apresentaram um conjunto de Respostas de Apoio Psicológico para crianças e jovens vítimas de violência doméstica (RAP), das quais fazem parte 31 entidades e integram 67 profissionais de saúde dedicados acompanhamento das vítimas que se encontram atendidas e/ou acolhidas na Rede Nacional de Apoio às Vítimas de Violência Doméstica (RNAVVD). Esta é composta por 133 espaços de atendimento, espalhados por todo o país, dos quais 39 são casas de abrigo e 26 são unidade de acolhimentos de emergência.

O Ciclo de Violência na Idade Adulta

Sílvia Fernandes, psicóloga, e Paulo Teixeira, psicólogo clínico, referem que “crianças que experienciam situações de violência poderão continuar envolvidas em ciclos de violência na idade adulta. Mantendo-se esse comportamento violento ao longo do seu desenvolvimento, aceitam isso como ‘normal’ no seu quotidiano. Na idade adulta, poderá desenvolver perturbações de comportamento e perturbação de personalidade antissocial. Geralmente, tornam-se adultos indiferentes, tendendo a culpar as vítimas por terem o destino que merecem. Regra geral, esses indivíduos não tentam compensar ou emendar o seu comportamento.” Havendo consequências a médio e longo prazo, associados a cada acto violento.

“As crianças/adolescentes que experienciam essas situações podem ter vários problemas de saúde, quer seja física, quer seja psicológica. Esses problemas podem ser perturbações alimentares, dificuldades de aprendizagem, isolamento, ansiedade, depressão, insónia e ideação suicida.“

Não poucas vezes, os pais tendem em colocar a culpa e responsabilidade da situação nas crianças, inibindo assim que as mesmas falem abertamente sobre o que se passa em alguém da sua confiança, uma vez que, “devido às suas características, tornam-se mais vulneráveis à defesa, por causa da sua estatura, desenvolvimento e linguagem. Muitas das vezes, mesmo a criança achando que não está correcto a violência, sente-se incapaz de denunciar devido às “consequências” que acha que lhe traria. O afecto existente entre a vítima e o agressor é um outro factor que torna a denúncia mais demorada. Não obstante, as ameaças efectuadas pelo agressor tornam-se dissuasores da denúncia, levando a criança, por exemplo, a acreditar que se o fizer será responsável pela destruição da família. Sentimentos de culpa, vergonha e medo fazem com que esse segredo se mantenha por muito tempo.

De acordo com a APAV, existe quase sempre uma relação de proximidade entre a vítima e o agressor, sendo a maioria das crianças e jovens vítimas dos próprios pais. Tal poderá levar a sentimentos de confusão, medo ou, no limite, à aceitação dos comportamentos como sendo normais.

A Comissão de Protecção de Crianças e Jovens (CPCJ) recebe denúncias a um ritmo quase diário. Paulo Teixeira indica-nos de que forma se iniciam os processos e decorrem os mesmos: “Há sempre o gestor de caso, que articula com os restantes profissionais que fazem parte da comissão, bem como com outras entidades (por exemplo, com a escola). A família é entrevistada, podem ser feitas visitas domiciliárias e são elaborados acordos de promoção e proteção. Quando a família não cumpre o acordo ou o conteúdo da queixa, sai do âmbito da comissão, o caso é encaminhado para o Tribunal de Família e Menores.”

Nestes casos, as escolas têm papel preponderante na identificação de casos que carecem de vigilância, estando as mesmas obrigadas a apresentar queixa.

A Violência no Namoro

É na adolescência que começam, muitas vezes, os primeiros namoros e, em alguns casos, com eles chega o primeiro contacto com violência. Violência no namoro é também violência doméstica. Por isso, a APAV tem organizado campanhas com vista a sensibilizar os jovens para este flagelo. “Depois do não, pára” e “Corta com a violência”,  abordam, em particular, a violência sexual no namoro.

“Nunca tinha namorado. Via as minhas amigas felizes, a contarem as histórias que viviam com os parceiros. Queria uma para mim também. Na adolescência o mundo é nosso”, conta Carla*, com os olhos pregados no chão.

Era menor de idade quando se apaixonou por um homem mais velho. Os pais nunca souberam desse namoro. Jorge* tinha 21 anos, quando começou a namorar com Carla, na altura, com 17. “O início foi encantador”, disse, “fazia-me surpresas, dava presentes, ramos de flores, levava-me a passear, depois das aulas, e eu acreditei que vivia um conto de fadas. Era o que eu sentia e dizia às minhas amigas. Aquilo de ser quase o fruto proibido fazia com que fosse ainda mais mágico. Uma magia rebelde.” Magia essa que terminou perto do terceiro mês de namoro.

Estavam no carro, quando o inesperado aconteceu. Jorge forçou relações sexuais. Não sabendo como reagir nem o que fazer, por estar numa zona sem qualquer iluminação, Carla nem sequer tentou resistir fisicamente, limitando-se a dizer que não queria avançar, que não estava preparada para aquele passo. Não foi respeitada e a primeira vez que teve relações sexuais foi contra a sua vontade.

“Que vergonha! Que vergonha! Um nojo. Como é que eu ia lidar com isso e contar às minhas amigas?”, disse, novamente, com os olhos pregados no chão.

No dia seguinte, voltaram a falar e a estar juntos como se nada de mal tivesse acontecido. Levou-lhe flores e um perfume. “Não sei se foi a maneira de me pedir desculpas ou se percebeu do mal que me fez. Eu só queria que ele me deixasse em paz.” Falado sobre o final da relação, o assunto não foi bem recebido pelo namorado. No meio da discussão, deu-lhe um estalo. Mais uma vez, a adolescente não reagiu.

“Lembro-me de pensar, já mais à frente, que se o amor é assim, alguém mo devia ter dito. Será que as minhas amigas passavam pelo mesmo?”

Demorou seis meses a conseguir sair da relação e da “manipulação constante”. Só quando contou à mãe tudo por quanto tinha passado, nos nove meses de namoro, é que se sentiu acolhida e segura. Jorge ainda a foi esperar à escola por várias vezes e foi apresentada queixa na polícia, com o apoio da mãe.

Carla* demorou 12 anos até se permitir ter novamente relações sexuais com alguém. O sentimento de culpa esteve sempre presente, durante esses anos.

“Podia ter saído do carro, podia ter-me defendido, podia ter-lhe batido, quando me atacou, mas não fiz nada. Em parte, sei que sou culpada pelo que me aconteceu, por não ter feito nada para o evitar.”

Durante esse período começou a ter sessões de psicoterapia, “é muito útil, mas esta culpa não vai embora nem à lei da bala.”

Está numa relação há 3 anos e quer ter dois filhos. “Um menino e uma menina, se possível.”

Uma Violência sem fim?

No ano transacto, no Relatório Anual de Segurança Interna, “houve um investimento com a realização de acções de formação e esclarecimento na área de abuso sexual de crianças, pornografia de menores, segurança na internet, tráfico de pessoas ou recuperação de activos da prática de crime.” Verificou-se também em 2021, que os criminosos são maioritariamente de género masculino que atentam contra vítimas de género feminino, com idades entre os 8 e os 13 anos.

O crime de violência doméstica está classificado como sendo público, ficando, portanto, ao alcance e responsabilidade de cada cidadão apresentar denúncia junto das autoridades competentes. Sílvia Fernandes deixa um alerta relativamente aos sinais e indicadores que devemos considerar para dar seguimento às queixas-crime: “para além dos sinais físicos, mais evidentes, como hematomas, nódoas negras, arranhões, quaisquer mudanças a nível do comportamento (por exemplo, mais agitado ou, pelo contrário, mais retraído em relação ao habitual), falta de concentração, decréscimo no rendimento escolar, alterações na relação com os colegas (por exemplo, mais agressivo)…, bem como estar atento ao discurso da criança.”

A sociedade, ambos os psicólogos concordam, “está empenhada em contribuir para que os actos de violências contra crianças/adolescentes possam ser denunciados. Não só as instituições públicas têm o dever de denunciar, como a sociedade civil em geral.

Assim, o apoio à vítima é fundamental, sendo necessária a colaboração de todos.

Se a sociedade “trabalha” o suficiente? As instituições tentam fazer o seu melhor, mas, como tudo, é necessário continuarmos a trabalhar para que mais casos sejam denunciados, se bem que, o melhor, seria não existirem estes casos de violência, quer seja contra crianças, jovens, adultos ou idosos,” ressalvando também que “podemos e devemos estar atentos aos sinais de violência, tanto em crianças/jovens como em adultos, competindo-nos denunciar eventuais situações. Além disso, é importante que nas famílias haja diálogo, disponibilidade para os filhos, relacionamentos saudáveis e procura de ajuda, quando a própria dinâmica familiar está, de alguma forma, afetada.”

Sílvia Fernandes e Paulo Teixeira finalizam referenciando que é necessária a procura de ajuda especializada, com vista a “trabalhar todas essas vivências e conseguir ultrapassá-las ou minimizar o seu impacto na sua vida atual, de forma também a prevenir situações futuras de violência, dado que muitas vezes esta se repete através das gerações.”

Lista de contactos úteis:

Linha Nacional de Emergência Social

  • Telefone: 144
  • Horário: Todos os dias, 24 horas por dia.

Serviço de Informação a Vítimas de Violência Doméstica

  • Telefone: 800 202 148
  • SMS: 6060
  • E-mail: violencia.covid@cig.gov.pt
  • Horário: todos os dias 24h por dia

APAV

  • Telefone: 116 006
  • Horário: Dias úteis das 9h às 21h

Linha de Apoio à Criança

  • Telefone: 116 111
  • Horário: dias úteis das 9h às 19h

Linha de crianças em perigo

  • Telefone: 961231111

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Sofia Fonseca Costa
Nasceu numa quarta feira de Novembro, no ano 1984, mas não gosta de meio termos. Desde que se lembra que quer ser escritora e mãe. Dizem que no canto do seu sorriso mora um arco-íris. Vive para as palavras e afectos. Não gosta de chocolate. É formada em jornalismo e fez teatro durante mais de uma década. Mãe de quatro filhos a quem chama de Soneto. É autora do livro Murmúrio Infinito. Chamam-lhe Sofes Marie.

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