Jane Austen para lá do amor

Jane Austen é uma escritora muito conhecida pela sua veia romântica. Muitos são aqueles que a conhecem pelo facto de as suas obras estarem ligadas à temática do amor. Mas e o resto? De que nos fala ela para além do amor? Que obras mais “escondidas” dela existem?

Jane Austen começou a manifestar o seu talento para as letras ainda na adolescência e, aos 17 anos, escreveu o seu primeiro romance, Lady Susan, uma paródia sentimental de Samuel Richardson. Mas a sua obra mais conhecida foi, sem dúvida, Pride and Prejudice (“Orgulho e Preconceito”), publicada em 1797. Jane morreu em Winchester e a verdade é que o seu poder de observação do quotidiano lhe forneceu material suficiente para dar vida aos personagens das suas obras.

“A crítica considerou-a a primeira romancista moderna da literatura portuguesa”, esta foi uma das frases que encontrei durante a minha pesquisa sobre a escritora. Como a afirmação indica, Jane era conhecida pelo seu gosto peculiar pelo romance, no entanto, existem outras obras da autora que passam ao lado da temática do amor e da amizade e que não são muito referidas.  É certo que a sua condição de solteira lhe serviu para descrever os males do amor mas o que Austen pretendia mostrar era a sua concepção do ser humano como ser social que se torna um produto das influências sociais que actuam sobre ele. Ademais, a escritora apresenta-nos alguns rasgos de incredulidade e ensina a quem lê os erros cometidos pelos homens, utilizando o humor como uma característica essencial.

Para além disto, Austen vê algumas obras suas mais “escondidas” do público, fruto dessa falta de conhecimento.  Uma delas é a peça de teatro Sir Charles Grandison, única peça teatral da escritora e publicada em 1980. Esta obra mantém-se no top das obras menos conhecidas de Jane, a par de Lady Susan, já que o trono pertence Pride and Prejudice, uma das obras mais conhecidas a nível mundial.

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