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Inside Out

A Pixar voltou a surpreender com um filme divertido e cheio de energia, dentro da mente de uma menina de 11 anos.

Bem-vinda de volta Pixar. Já se passaram alguns anos desde o seu último filme de animação, que foi em 2013, com Monstros e Companhia: Universidade. Contudo, desde 2009, com Up – Altamente, que não produziam um filme verdadeiramente inspirador. Voltou o visionário Peter Docter à escrita e conseguiu outra vez surpreender. Ao ler a sinopse do filme, pensava que ia tornar-se demasiado infantil. Afinal que história podiam fazer sobre as emoções humanas? Muito enganada estava eu. Inside Out está longe de ser apenas para crianças, muito pelo contrário, os adultos também entram.

Dentro da cabeça de Riley, uma pré-adolescente que está a adaptar-se a uma nova vida: mudança de casa, de cidade e de amigos; conhecemos pequenas figuras que cuidam do seu bem-estar. Alegria, Tristeza, Repulsa, Medo e Raiva são as emoções que no quartel-general comandam a sua vida. Numa aventura pelo consciente e inconsciente de Riley, seguimos a Alegria e a Tristeza, que tentam a todo o custo preservar as memórias mais felizes, enquanto acompanhamos as dificuldades de adaptação de Riley.

Apesar da complexidade do tema, o filme é apresentado de forma natural, divertida, onde uma grande densidade no detalhe está presente. Trocando por miúdos, conhecemos melhor as áreas do nosso cérebro e como funciona a mente humana, desde os sonhos à imaginação, até aos nossos medos, desejos e ambições e até o que acontece às memórias que perdemos durante a nossa vida. Tudo isso é bem explorado de forma breve, mas proveitosa.

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Admito que fiquei totalmente rendida a esta animação colorida e dinâmica. Se existem factos que não se podem separar, a Disney e a Pixar são um deles. Trabalham bem juntos e não só para um público mais jovem, mas conseguem captar a atenção de toda a família. Inside-Out é um filme inteligente que vai ajudar os mais pequenos a compreender as diferentes emoções no dia-a-dia. Este provavelmente não é o melhor filme da Pixar, mas sem dúvida é dos melhores do ano na animação.

Se estiveres a pensar em ver o filme, o que aconselho vivamente é que te prepares para rir e chorar. E se por acaso deixares uma lágrima sair, podes sempre dizer que a culpa foi das pequenas figuras, que tal como em Riley também habitam na nossa cabeça.

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Célia Paula

Licenciada em Ciências da Comunicação, adoro escrever e ler. Sou lontra de sofá, amante de filmes e séries de televisão, vejo tudo o que que posso. Aprendiz de geek, vivo num mundo de fantasia. Adoro a vida, e ainda há tanto para descobrir.

One Comment

  1. Lindo seu blog gostei da forma como você organizou.
    Obrigada pela visitinha lá no blog.
    Tenha um ótimo fim de semana.
    bjss
    josianecavalli.blogspot.com.br

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