Estamos em crise?

Estamos em crise?

Não!

Então, vamos criar mais dinheiro, acelerar a expansão económica e criar bolhas que levam a novas crises, entrando num círculo vicioso.

Estamos em crise?

Sim!

Então, vamos imprimir mais dinheiro para resolver o problema. Funcionou? Não. Então, imprime-se mais dinheiro, entrando num ciclo vicioso do qual ninguém sabe atualmente como sair.

A Zona Euro encontra-se nesta situação, tal como o Japão, este há mais de 20 anos.

Nos Estados Unidos da América, após a divulgação das atas da reunião de setembro da Fed, o dólar prolongou as perdas face ao euro, desvalorizando. As mesmas atas reforçam o cenário de um aumento da taxa de juro na próxima reunião de dezembro. Assim, a probabilidade implícita no mercado para a subida de taxas aumentou para 76.7%.

Os principais mercados acionistas norte-americanos permanecem em níveis máximos (S&P 500, Dow Jones e NASDAQ).

Em boa verdade, o Quantitative Easing (QE) apenas teve repercussões na subida do mercado de capitais, ações e obrigações, quando um dos objetivos era fazer chegar liquidez à “economia real”.

Em suma, os bancos centrais têm sempre a mesma estratégia quer estejamos em crise ou em crescimento económico: criar mais dinheiro, mais moeda central. Ainda existe uma forte ligação entre os bancos centrais, apesar de serem independentes, e os Estados.

A cedência e absorção de dinheiro é realizada com títulos da dívida pública como colateral. Os Estados em vez de se endividarem deveriam cortar na despesa pública, como já foi referido pelo BCE, e as famílias deveriam ter mais rendimento proporcional aos ganhos de produtividade e de competitividade dos bens transacionáveis que as suas economias exportam.

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