Numa época em que as selfies dominam as redes sociais, custa acreditar que há uns anitos – 400 ou 500, mais coisa, menos coisa – era preciso posar para o retrato durante várias horas, por vezes mesmo por alguns dias. De facto reis, rainhas, príncipes e princesas, entre outros, foram imortalizados pela pintura, muitos pelos pintores mais famosos contratados por essa Europa fora.
Porventura os percursores da atual selfie terão sido Leonardo da Vinci e Vincent van Gogh.
O génio da Vinci, que se destacou como cientista, matemático, engenheiro, inventor, anatomista, pintor, escultor, arquiteto, botânico, e até como poeta e músico, foi talvez o pai da selfie. Há alguns autorretratos conhecidos. Não tantos como os do pintor impressionista neerlandês Vincent van Gogh que foi prolífico a retratar-se. Com e sem orelha.
Contudo, a humanidade tem sido brindada ao longo dos tempos com retratos que ficam na história.
O mais famoso é seguramente o de Mona Lisa pintado por da Vinci. Não havendo certezas, pensa-se que a Senhora Lisa era esposa de um comerciante de Florença de nome Francesco Giocondo, por isso também conhecida por Gioconda. Fica na história pelo olhar enigmático.
Outro retrato famoso, contudo, menos conhecido, será o “Menina de brinco de pérola” pintado por Vermeer. A identidade da retratada é um mistério e o retrato acaba por se destacar pelas técnicas e materiais utilizados na sua conceção. Ainda assim um dos mais famosos do mundo da pintura.
Entretanto, surgiu a fotografia e tudo ficou mais fácil. Os retratos fotográficos permitem captar momentos marcantes, instantes que transmitem emoções de um modo mais prático.
Quem não recorda o vestido branco esvoaçante de Marilyn Monroe captado pela máquina de Sam Shaw durante as filmagens de “O pecado mora ao lado”? Sendo a loira e voluptuosa atriz considerada por muitos como o ideal de sensualidade e beleza, a imagem tirada em cima de uma saída de ar do metropolitano, é uma das mais icónicas do sec. XX.
Por motivos absolutamente diversos, uma das imagens mais reconhecidas e famosas do nosso mundo é a “Menina afegã”, uma foto de Steve McCurry tirada em 1984 num campo de refugiados durante a ocupação soviética no Afeganistão. A imagem da menina de nome Sharbat Gula com a sua expressão séria e os seus penetrantes olhos verdes é uma das capas mais marcante da revista National Geographic.
Afinal, o que torna um retrato icónico pode ser o retratado ou o autor, os materiais, a técnica utilizada, ser um momento histórico ou um frame irrepetível.
Para terminar, uma dúvida!
Um dos momentos mais marcantes do sec. XX foi a chegada do Homem à Lua em julho de 1969. Não acreditando em teorias da conspiração que duvidam desse momento e afirmam que a foto foi tirada num estúdio, nesse instantâneo pode ver-se Buzz Aldrin com os pés na Lua. A tripulação da Apollo 11 era formada, além de Aldrin, por Michael Collins e o autor da frase “Um pequeno passo para o homem, um enorme salto para a Humanidade” Neil Armstrong.
A minha dúvida é: com tão pouca gente ali, a foto tem autoria desconhecida?!?