Já parou um minuto para tentar imaginar uma nova cor? Certamente não será capaz. Mesmo as cores que conhece, será impossível confirmar se correspondem efetivamente às cores que as outras pessoas veem. Isto acontece, porque a cor não existe na realidade objetiva, trata-se da interpretação por parte do cérebro de cada um dos sinais recebidos através dos nossos olhos.
Recorda-se das discussões na internet sobre a combinação de cores de um vestido? Branco-dourado ou azul-preto? Existirá realmente alguma opção correta?
A visão humana foi evoluindo ao longo do tempo como resposta ao meio ambiente e adaptando-se às necessidades de sobrevivência da espécie. Apesar da nossa visão ser limitada a uma estreita parte do espetro eletromagnético, a tecnologia atual permite-nos ver para além do campo visível. Equipamentos como as câmaras infravermelhas e ultravioletas, ou até equipamentos de diagnóstico médico como as radiografias ou tomografias, permitem expandir a nossa visão, revelando informações invisíveis a olho nu.
No mundo animal, podemos encontrar casos bastante diferentes da visão humana. Enquanto o ser humano tem 3 cones fotorrecetores, o camarão-manteiga, por exemplo, tem 12, o que, no entanto, não é sinónimo de percecionar mais cores. Por outro lado, as abelhas e os beija-flores conseguem ver na faixa do ultravioleta e esta habilidade possibilita que vejam os padrões ultravioleta das flores, que são invisíveis para nós.
Empenhados em perceber mais sobre como o nosso cérebro perceciona as cores, cientistas descobriram uma cor nunca vista e batizaram-na de “olo”. O mais semelhante a esta nova cor é um verde-azulado com alta saturação e foi possível que investigadores a vissem graças à estimulação direta, através de laser, de cada cone fotorrecetor, individualmente.
Provavelmente não quererá um laser apontado aos olhos para conseguir ver novas cores, no entanto, se a ciência continuar a seguir este caminho, espera-nos, com certeza, um futuro mais colorido.
Nota: este artigo foi escrito seguindo as regras do Novo Acordo Ortográfico.