Como confiar no outro, num mundo competitivo?

Acredito que a solidariedade é um sinal de muita inteligência e ela precisa de muita confiança: Nós, sem os outros, somos pouco ou nada; temos pouco mundo. Desconfiar ou não confiar é contraproducente; o confronto é inevitável e importa que entres e saias dele sempre a sorrir…

Para sobreviver no mundo competitivo, precisamos dos outros. Juntos somos mais fortes e, ainda que seja individual a maior parte do tempo, é como equipa que tens de fazer pelo nosso melhor. Quanto mais competição exista, mais necessitas dos outros para seres melhor, mais necessitas de solidariedade para combater a solidão inerente a um mundo individualista. E mais te obriga a puxar por ti e pelas tuas capacidades e qualidades para jogar melhor o jogo da vida.

A vida deve ser encarada como o jogo que é — competitivo, de equipa, em que da união se faz força, em que temos de gerir bem as nossas amizades e confianças para investir em nós. E, queremos que os outros ganhem também. É importante que o nosso grupo seja o melhor, o mais forte. Não é muito ingénuo: nós precisamos dos outros e o outro precisa de nós para sermos melhores; é um critério egoísta e individualista no caminho para o topo da classificação. Numa equipa, isso é óbvio: é do conjunto de todos que criamos individualidades.

Somos todos pessoas e queremos melhorar; importa criar mundos onde queremos trocar confiança e amizade. No jogo da vida, há mercados onde trocamos, ganhamos e/ou perdemos.

A competição é uma coisa boa, que importa ser elevada ao nível pessoal, com exigência e desafio para sermos melhores em conjunto, como grupo.

É com cada um ser confiável.

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