Não és tu, sou eu

Nenhuma mulher está completamente satisfeita com a sua aparência. Levantem a mão se não concordam. Não o fizeram, certo? A verdade é que existe a noção – errada, claro está – de que temos de ser perfeitas para ser valorizadas. Fazemos dietas e mais dietas, passamos horas infinitas no ginásio, agendamos massagens para perder peso… E para quê? Para sermos iguais à pessoa x, conseguirmos os abdominais da pessoa y e termos o corpo de sonho da pessoa z?

Crescemos a achar normal compararmo-nos com os outros, mas isso é algo que tem de mudar. Temos de começar a ver-nos com outros olhos e aceitar o nosso corpo com todos os seus defeitos e diferenças. Ou acham que são as únicas com celulite, estrias, cicatrizes e acne?

A verdade é que temos amor para dar e vender. Podemos amar os nossos pais, irmãos, avós, tios, primos, sobrinhos, amigos, vizinhos… mas há uma pessoa que devemos pôr sempre em primeiro lugar e amar acima de todos: nós próprios. Temos de parar de viver obcecados com a ideia de perfeição que não existe ou é quase impossível alcançar. Até porque a beleza é subjectiva e está nos olhos de quem a vê.

É preciso aceitarmo-nos tal como somos e gostar do nosso corpo agora. Não aquele que tínhamos há uns meses quando as nossas calças preferidas ainda serviam. Ou aquele que vamos ter no futuro por termos começado mais uma dieta.

Temos de fazer as pazes com o espelho e investir na nossa auto-estima. Porque gostarmos de nós não é egoísmo, é amor-próprio. E isso nunca há em demasia.

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