To colour or not to colour?

Aquando do momento de criação de uma campanha, são muitos os elementos a ter em consideração. Desde a geração de uma mensagem clara, que não deixa margem para dúvidas e atinge o seu público-alvo, à estratégia do conteúdo introduzido na campanha e ao brainstorming de um design apelativo.

É sabido que, durante o processo criativo do design de uma campanha, entre outros elementos, um dos primeiros a ser pensado é a cor a utilizar. Está estabelecido que todas as cores conhecidas pelo Homem têm um significado ligado às mesmas, por exemplo, o verde está associado a algo fresco, revitalizado, à natureza, o azul é uma cor calma, mais institucional, o branco é olhado como a cor da paz, do sossego e da calmaria.

A isto se chama Psicologia das Cores, o estudo que retrata o efeito que cada cor detém sob o comportamento humano.

Sempre que nos é apresentada uma campanha, onde nos é permitido observar e analisar as cores da mesma, determinadas sensações são despertadas em cada um de nós. Ouve-se por aí, no universo da análise e compreensão das cores usadas na publicidade, que a junção entre o amarelo e o vermelho desperta a sensação de fome no ser humano. Existe uma cadeia alimentar de fast food, mundialmente conhecida, que recorre precisamente à combinação dessas duas cores. Para os mais distraídos, falo no McDonald’s.

Tendo em consideração esta realidade que, de facto, as cores têm determinada influência no nosso estado de espírito e nos nossos comportamentos, dos mais conscientes aos mais inconscientes, a cor escolhida para ficar associada a uma marca, e como a mesma escolhe comunicar-se no mundo publicitário, é de extrema importância. Acaba por ser um meio de definição da primeira impressão, da futura relação e do posicionamento na mente de quem observa.

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