Procura-se Oposição

Na política, oposição é o partido político que se coloca contrário ao governo, aquele que faz objeção, que combate as medidas do governo.

In Significados

Trouxe até aqui o conceito político de “Oposição”, porque, desde que o Governo da dita “Geringonça” tomou posse e iniciou funções de forma legítima e democrática, a oposição desapareceu do panorama político português. O que vemos hoje em dia não é Oposição. É antes a manifestação de vários desejos de que algo corra muito mal aos portugueses para se vir para a Praça Pública dizer que no nosso tempo é que era bom! Já o apresentar de soluções alternativas aos problemas que a actual Oposição criou nos tempos em que foi Governo e ao que vai surgindo no natural desenrolar do dia-a-dia do país “vai no Batalha” (como se diz cá para o Porto).

Convenhamos que uma coisa é “cavalgar a crise”, outra bem diferente é andar semana sim, semana sim a desejar o mal de todos. Pior é desejar o mal de todos e ter estado há bem pouco tempo no Poder e nada ter feito para se evitar que o mal de todos se torne uma realidade. Pior ainda é ter-se estado no Poder e ter-se feito de tudo para que o mal seja hoje uma realidade e dizer que incompetente é o actual Governo e quem o apoia. Esta tem sido a postura da actual Oposição portuguesa composta por PSD e CDS-PP. Se há quem discorde de tal, então, que veja e reveja com olhos de ver as declarações de Pedro Passos Coelho e Assunção Cristas, após a tragédia de Pedrógão Grande. Recordo que Passos Coelho foi Primeiro-Ministro e Assunção Cristas foi Ministra da Agricultura. Ambos nada fizeram para que Portugal tivesse mudado a sua política florestal. Ou melhor, fazer até que fizeram, dado que abriram caminho à plantação sem “rei nem roque” do eucalipto. Descurando a necessária organização florestal e responsabilização dos pequenos e médios proprietários de terrenos.

O mesmo tipo de lógica se pode aplicar ao famoso roubo de Tancos. Que fez o Executivo liderado por Passos Coelho senão desinvestir – ainda mais – nas Forças Armadas e promover a saída em massa de efectivos militares? Como podem, então, PSD e CDS vir para a Praça Pública falar em falta de meios e de pessoal, acusando o actual Governo de ser o responsável por tal?

Isto não é “Oposição” no sentido político do termo. O que PSD e CDS fazem é antes uma espécie de circo, onde disparam para tudo o que se mexe e no final acabam por se ferir a si próprios. A questão está em saber como é que este tipo de gente consegue ter – ainda – credibilidade junto de tantos eleitores portugueses… O fanatismo tolda a razão de muito boa gente!

Oposição precisa-se. A nossa Democracia agradece.

E façam o favor de deixar o Bloco e o PCP em paz, pois estes dois não fazem nada que PSD e CDS já não tenham feito nos tempos em que (des)governaram o País.

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