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ArtesCultura

Praia

Das memórias de infância lembro-me de um tio que ia connosco à praia. Era alto e moreno. Para mim era alto, pois eu era pequeno. No verão tinha cor de pescador e o cabelo crespo. Desse lado da família veio-me o cabelo crespo e encaracolado. Do outro, a tez branca quase alérgica ao sol. As minhas férias passavam por uma temporada na costa de Caparica, destino próximo, barato e onde a praia era larga, profunda e com a água menos fria. Havia batatas fritas, bolas de Berlim e gelados. Havia raquetes e corridas ao longo da costa. Havia braçadeiras e baldes e, mais tarde, jogos de cartas – sueca – e as primeiras braçadas que só vieram a ser certeiras muito depois, já não existia o tio.

Olha, tio! A bandeira está verde! Era com ele que mais gostava de ir ao mar pois podia avançar muito, com a desinibição de tio, que não é a mesma que a dos pais. nadador_1

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Ricardo Jorge

Lisboa, 1978. Licenciado e mestre em Arquitectura pela Universidade de Lisboa, estudou também Design e Ensino das Artes. Paralelamente a estas áreas desenvolve trabalho em Ilustração e Desenho com exposições regulares em Portugal.

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