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O Autocarro da Vida

por Andreia Ferreira

A vida bem que podia ser um autocarro. Sempre em andamento e em constante movimento.

Há gente que entra e que fica por várias viagens, há gente que nem se despede e sai na próxima paragem. Algumas pessoas nos trazem alegria, outras, são uma obrigação e contamos os dias para saírem na próxima estação.

Há os que seguem equilibrados, mas há quem pense que cada quilómetro é uma confusão.

Os autocarros podem ser maravilhosos e inspiradores, cada um com a sua beleza. Há os que brilham por dentro e outros apenas por fora. Uns mais arranjados e arejados, outros escuros e pesados.Todos diferentes e todos com uma coisa em comum: Um dono.

Há tantos autocarros diferentes, quantos donos existem.

Uns optam por se sentar bem lá atrás, talvez para se esconderem do mundo ou ficam apenas observando. Outros mal se dão de conta, quando o autocarro segue por caminhos ténues, muitas vezes sombrios e que é preciso voltar ao rumo certo. E como é difícil fazer isso!

Há também os donos que conversam com toda a gente que ali vai. Há os que estão sempre em festa para esconder a verdadeira solidão. Há também os que tecem longas casacas sobre os outros. Os que estão infelizes e desfazem vidas com ninharias. Neste caso, o destino é pouco importante, afinal de contas, são apenas passageiros da sua própria vida. Não se dão de conta que são infelizes e culpabilizam constantemente o condutor. Este, muitas vezes intitulado de “Deus”, é sempre O culpado pelas estreitas vias, ou pelas intempéries.Reclamam do vento ou pelo mau tempo no mar, dizem mal dos assentos, das montanhas e do sol, lá fora, a brilhar. Já outros, depositam toda a fé naquele que conduz. Seja por preguiça de levantar a mão, ou de colocar o pé no acelerador. Estes, acreditam, que merecem ser levados a um bom lugar e por isso não precisam de dizer que “Sim” ou “Não”.

Por fim e o mais importante, vêm os donos que conduzem o seu próprio autocarro. São movidos pela confiança e coragem. Dão sentido ao percurso, traçam a rota e escolhem o roteiro. De vez em quando, ESCOLHEM desfrutar apenas da viagem ou até mesmo, confiar num outro condutor. Seguem sempre o seu caminho, não importa o número de pessoas que vão na carruagem ou se alguém quer dar opinião, estes donos estão cientes que estão a desempenhar A sua função e que o caminho a seguir é o do coração (mesmo que aliado à razão). E mesmo que as coisas se tornem difíceis e as estradas sejam árduas (porque em algum momento serão), agarram-se à fé que têm nas suas escolhas e ao AMOR que tem em si e por si.O amor-próprio e a auto-estima, são os seus verdadeiros aliados, pois, se não se entregam assim à jornada de vida,como poderão viver na verdadeira felicidade?

Deixar o nosso autocarro nas mãos alheias, traz sempre dissabores, podemos ter fé nos outros, mas nada se compara à fé em nós mesmos. Empurrar as nossas decisões para outras costas é o caminho mais fácil, mas, se não formos honestos e estivermos em sintonia com quem somos, o que nos resta? Um autocarro abandonado e queimado à beira da estrada? Os acidentes acontecem, é certo, mas não será melhor, para nós, tomarmos o nosso lugar no volante, e sermos responsáveis pela nossa própria felicidade? Todos temos esse potencial, porquê ficar à mercê dos outros?

Andreia Ferreira

Sou inspirada pelo mundo. Tenho a forte crença que tudo acontece no momento certo, que o mestre aparece quando o aluno está preparado e que por detrás de cada contrariedade há sempre uma oportunidade para aprender alguma coisa. A sincronização do universo é das coisas que mais me fascina por isso, estejam atentos ao que o universo vos leva.

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